Mais uma semana se foi. Ou seria menos uma semana?
Tudo é uma questão de ótica, de posição, de interpretação.
O que não é subjetivo é a dor que balança entre o ser que apenas tentar não tê-la em seus sonhos.
É tudo aquilo que nesse momento queria ter, porém, não consegue.
É aquela força, fé, alegria e esperança que o fizeram ser visto como um menino feliz, que não existe mais.
Dentro não há.
Fora não vem.
E assim ele segue, o louco com fastio de se encontrar no próximo espelho.
domingo, 26 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
Sensorial, consciente e recorrente!
Vasculha o guarda-roupa para
arruma-lo e sem estar escondido encontra uma lembrança dela que diz
"nossas músicas para alegrar nossos dias =)". Essa frase com a
carinha é o reflexo dela. É inevitável o cair das lágrimas. Mesmo tendo o olhar
embasado, consegue enxergar ao lado um livrinho; um livrinho que tem vinte
anos. Nele há o seu primeiro expurgo, o expurgo para o pai e hoje ele sabe o
motivo de ser justamente para o pai. Aquelas poucas lágrimas se transformam em
um dilúvio de emoções. As pernas não aguentam o peso do coração inchado de
sentimentos bons e dobram. No chão consegue ver uma pasta cheia de desenhos seus
feitos para a mãe, o irmão e para a irmã. Nunca os mostrou. Do chão olha para o
céu a procura de Deus e enxerga o desenho que Pitoco fez para ele.
- Toma tio, pra você!
- Um leão Pitoco?
- É! – disse ela dando um beijo
nele e indo brincar sorridente.
Já não enxergava mais nada. Tudo
era água em Recife. Troca de roupa rápido, pega o camelinho, o walkman e sai.
Vai pedalar por aí. Aliviar a pressão que vem do coração. A pressão que tenta
lhe mostrar um novo caminho. Um novo caminho presente de tudo de bom do
passado. Com o vento na cara e a chuva no lombo se fecha assim como faz o
caramujo.
Enfim está em casa! Pedalando e
ouvindo as músicas que lhe trazem fé! A fé e a esperança não mais no bom
amanhã, mas sim no excelente presente. Está só. Só ele, o camelinho, o walkman,
mas com o peito cheio de um passado bom que lhe impulsiona pra frente!
"Volte a brilhar!"
Sobre as pontes e overdrives vê o
mangue e os caranguejos andando de lado. Não senti o que para uns é fedor, não
enxerga o que para uns é feio. Vê naquela lama a vida se tornar vida; a vida mais
uma vez começando.
Uma inspirada forte e longa
olhando para o céu. Fecha os olhos e sente as gotas do céu vindo lavar. Vindo levar
tudo o que o angustia! Por alguns minutos pedala de olhos fechados. Simplesmente
pedala, ouve os anjos e sente o frio se transformar em calor.
Retira o walkman do ouvido e
consegue ouvir, mesmo naquela forte chuva, os passarinhos a cantar. Olha para o
céu e os vê vivendo, mesmo sob chuva. Estar molhado nunca foi problema,
"né mãe?".
Toda aquela inquietude do
presente, todas aquelas dúvidas do presente, a incerteza se foi e agora e se vê
novamente de mãos dadas com a mãe a caminho da escola, como há vinte anos quando
escreveu seu primeiro rabisco. Lembrou-se
de toda a dificuldade e de como saia dela.
- Sempre sorrir enquanto caminha! –
essa é a nossa missão, esse é "o gesto forte que só ele pode ver!".
segunda-feira, 13 de maio de 2013
A última dança!
![]() |
Paula Amazonas e Alexander Sokolov. |
A vida dela sempre foi dançar.
Em muitos lugares
o fez.
Em nenhum momento
deixou a esperança morrer.
E a cada novo dia,
dançava outra vez.
Com os sem
estrutura lá estava ela, dançando outra vez.
- A vida dela se
resume a isso? - perguntam uns.
- Sim! - respondo
eu. - Ela dança!
Contrabalanceia-se na corda bamba da vida, assim como faz o acrobata quando dança de um lado para o outro sobre a fina corda elástica.
É a elasticidade que exige a vida!
Contrabalanceia-se na corda bamba da vida, assim como faz o acrobata quando dança de um lado para o outro sobre a fina corda elástica.
É a elasticidade que exige a vida!
São os movimentos suaves que exige a vida!
A dança segura ocorre depois de com muitos parceiros girar.
E hoje acontece a última dança.
Ela tem que ir.
Ele a segura como nunca havia feito antes.
Não há força, tampouco lágrimas.
Há a certeza de que aquelas longas horas aprendendo a se encaixar
nela valeram a pena!
E quando ela, a quilômetros de distancia percebe isso, fecha os olhos para vê-lo novamente sorrindo enquanto dançava com ela!
Esse sorriso é só dela!
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Saindo do eixo!
![]() |
http://www.riobailefunk.net/a-plasticidade-do-funk-e-a-plasticidade-de-mr-catra/#.UY2MT6IWLIc |
-
Capitão, interceptamos uma troca de mensagens de dois elementos.
-
Positivo! Me mantenha informado.
Alguns
minutos depois...
-
Capitão, os dois elementos estão combinando um rolo para mais tarde. Posso
chamar os caveiras?
-
O que eles vão fazer?
-
Vão para uma “festa” aloprar a comunidade. E o Bonde do Levante vai com eles.
O
Capitão pensou por alguns segundos e deu o veredito.
-
Deixa os meninos livres na festa.
-
Mas Capitão, isso vai dá merda!
-
Eu sei!
-
E mesmo assim não vamos fazer nada?
-
Positivo!
-
Ok. – disse o recruta com raiva, pois foi escalado para o plantão em plena
sexta à noite. Justo na noite do funk.
-
Esse recruta ainda tem muito o que aprender! Um desses dois elementos está
retirando o outro da tristeza e justamente por isso hoje vou fazer vista grossa!
– exclamou o Capitão Jesus.
domingo, 5 de maio de 2013
Método Científico.
Joãozinho resolveu usar a sua dor para algo novo: se tornar cientista.
Escolheu um grupo de pessoas e foi conversar de maneira que elas não tivessem a certeza de haver a mesma troca de ideias com outras pessoas. Passou a falar todos os pontos negativos de uma dada pessoa e, de maneira unânime, ouviu a seguinte frase: Ah meu velho, meu amigo, meu irmão, sendo assim você tem que se afastar, deixar rolar, pois essa pessoa não é boa para você.
Joãozinho pode concluir que diante dos aspectos ruins as pessoas são incentivadas a se afastar do "problema" e querem que todos façam o mesmo.
Repetiu a experiência, com as mesmas pessoas dias depois. Nesse momento só abordou os aspectos bons do mesmo indivíduo utilizado na pesquisa anterior e para a sua surpresa ouviu os seguintes comentários: Sendo assim, é melhor você pensar direitinho no que você quer.
Ele insistiu em obter a opinião do outro que por sua vez não quis fornece-la.
Joãozinho concluiu que quando abordado os aspectos negativos antes dos "positivos" as pessoas não querem colocar a sua opinião. Se está tudo ruim, muda - simples assim -, ou seja, colocamos a nossa verdade sobre a verdade daquele que nos solicita uma ajuda. Mas se abordamos o ruim antes do bom, o outro não quer se posicionar. Prefere deixar a batata quente na mão do outro, afinal de contas, "só você sabe o que está sentindo", nos dizem. Agora sim essa frase faz sentindo.
Agora fico pensando eu: Por que temos tanta dificuldade de nos aproximar do diferente? Por que temos tanta dificuldade de permanecer com o diferente? Por que todo esse medo de conviver com o outro que é tão diferente de nós? Por que não unir o diferente, ciente das inúmeras dificuldades, para evoluirmos um pouco a cada dia?
Por que simplesmente não unimos aqueles que se amam?
Esses questionamentos devem ser só mais uma viagem de um cientista que pouco pensa e muito sente. Que usa mais a razão do coração do que os sentimentos da cabeça!
Escolheu um grupo de pessoas e foi conversar de maneira que elas não tivessem a certeza de haver a mesma troca de ideias com outras pessoas. Passou a falar todos os pontos negativos de uma dada pessoa e, de maneira unânime, ouviu a seguinte frase: Ah meu velho, meu amigo, meu irmão, sendo assim você tem que se afastar, deixar rolar, pois essa pessoa não é boa para você.
Joãozinho pode concluir que diante dos aspectos ruins as pessoas são incentivadas a se afastar do "problema" e querem que todos façam o mesmo.
Repetiu a experiência, com as mesmas pessoas dias depois. Nesse momento só abordou os aspectos bons do mesmo indivíduo utilizado na pesquisa anterior e para a sua surpresa ouviu os seguintes comentários: Sendo assim, é melhor você pensar direitinho no que você quer.
Ele insistiu em obter a opinião do outro que por sua vez não quis fornece-la.
Joãozinho concluiu que quando abordado os aspectos negativos antes dos "positivos" as pessoas não querem colocar a sua opinião. Se está tudo ruim, muda - simples assim -, ou seja, colocamos a nossa verdade sobre a verdade daquele que nos solicita uma ajuda. Mas se abordamos o ruim antes do bom, o outro não quer se posicionar. Prefere deixar a batata quente na mão do outro, afinal de contas, "só você sabe o que está sentindo", nos dizem. Agora sim essa frase faz sentindo.
Agora fico pensando eu: Por que temos tanta dificuldade de nos aproximar do diferente? Por que temos tanta dificuldade de permanecer com o diferente? Por que todo esse medo de conviver com o outro que é tão diferente de nós? Por que não unir o diferente, ciente das inúmeras dificuldades, para evoluirmos um pouco a cada dia?
Por que simplesmente não unimos aqueles que se amam?
Esses questionamentos devem ser só mais uma viagem de um cientista que pouco pensa e muito sente. Que usa mais a razão do coração do que os sentimentos da cabeça!
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