Para minha família!
sábado, 31 de março de 2012
sábado, 24 de março de 2012
Allahur Akbar!
De mochila nas costas, lá vem ele.
Algumas bolinhas coloridas nas mãos, nas costas outros bastões.
Chegou cedo para ver o entardecer.
Sentir a leveza da vida que só há em breves instantes.
Já é tarde.
Lá vem ele.
Com o mesmo sorriso de todos os dias, de todas as noites de sexta e sábado.
É hora de trabalhar. Os bastões balançar. As bolinhas jogar!
Malabarar!
De tostão em tostão, de sorriso em sorriso, vai montando o prato de comida da noite.
Cada moedinha de 1 cents, sente mais um grão de comida no prato.
A malandragem se chega, afinal, alegria é de graça!
Pega o seu somzinho na mochila e desenrola a playlist.
Os doideiras endoidam!
-A malandragem é essa! Fazer amizade pai!
A malandrinho de tostão em tostão corre atrás com o malabar para a barriga não mais roncar.
Onomatopeia!
Uma careta, uma das tantas em seu repertório se faz presente!
O doideira da escaleta chegou.
Ele enlouquece. Quer tocar aquilo, que ele nem sabe o que é, quando crescer. Quer não, ele vai!
As menininhas conversam sempre com ele.
- Saí dessa vida menino.
- Moça, não é uma escolha!
Outra onomatopeia!
- Toma uma cerva a menos hoje e me dá a grana?
- Pra quê?
- Pra comprar aquilo que o cara está tocando ali.
A lágrima rolou, o cachimbo caiu, o copo virou. O coração explodiu!
- Obrigado tia, Allahur Akbar!
E lá se foi ele. Dançando conforme a música, mas sem deixar de sorrir, cantar e sonhar!
Algumas bolinhas coloridas nas mãos, nas costas outros bastões.
Chegou cedo para ver o entardecer.
Sentir a leveza da vida que só há em breves instantes.
Já é tarde.
Lá vem ele.
Com o mesmo sorriso de todos os dias, de todas as noites de sexta e sábado.
É hora de trabalhar. Os bastões balançar. As bolinhas jogar!
Malabarar!
De tostão em tostão, de sorriso em sorriso, vai montando o prato de comida da noite.
Cada moedinha de 1 cents, sente mais um grão de comida no prato.
A malandragem se chega, afinal, alegria é de graça!
Pega o seu somzinho na mochila e desenrola a playlist.
Os doideiras endoidam!
-A malandragem é essa! Fazer amizade pai!
A malandrinho de tostão em tostão corre atrás com o malabar para a barriga não mais roncar.
Onomatopeia!
Uma careta, uma das tantas em seu repertório se faz presente!
O doideira da escaleta chegou.
Ele enlouquece. Quer tocar aquilo, que ele nem sabe o que é, quando crescer. Quer não, ele vai!
As menininhas conversam sempre com ele.
- Saí dessa vida menino.
- Moça, não é uma escolha!
Outra onomatopeia!
- Toma uma cerva a menos hoje e me dá a grana?
- Pra quê?
- Pra comprar aquilo que o cara está tocando ali.
A lágrima rolou, o cachimbo caiu, o copo virou. O coração explodiu!
- Obrigado tia, Allahur Akbar!
E lá se foi ele. Dançando conforme a música, mas sem deixar de sorrir, cantar e sonhar!
sexta-feira, 9 de março de 2012
Sexta-Feira!
Em um piscar de olhos o lutador se vê no chão! No outro piscar se encontra na UTI. Imóvel. Estava em coma, mas não sabiam que podia ver e ouvir tudo.
A memória se fazia presente.
- Vamos guerreiro, você sai dessa. - dizia seu treinador.
- Papai acorda, hoje é dia de sorvete.
Neste instante a lágrima desliza suavemente em sua face diante te tal pedido. Eis alí mais uma cicatriz.
Havia saído como todo santo dia, mas aquele dia não era santo.
As mazelas da semana que o maltrataram no ringue começavam a sugar-lhe as forças de tal maneira que no último dia útil da semana não queria mais levantar. Foi neste momento que a razão resgatou-lhe na memória a frase: Força, você não é assim, é um campeão, já foi mais difícil lembra?
Tomou banho, colocou a vestimenta que lhe fez voltar no tempo. Agora sim, estava de volta as origens. Camisa do Flamengo, calça jeans, tenis de SK8, e no walkman Racionais, Black Alien, Criolo, Sabotagem...
Agora sim, a força está comigo.
Vai caminhando com o corpo fechado para se manter mais um dia. A doçura da vida se perdeu, justo aos 45 do segundo tempo. Tenso. Mas, o jogo só acaba quando o juíz apita e ele ainda não apitou, tampouco soou o gongo.
Uma buzina trouxe a memória novamente para frente no tempo.
Estava ele no intervalo da luta. Todo quebrado. A vida, companheira diária nos treinos, naquela semana estava o massacrando sem piedade. O rosto do coração não existia mais. Estava deitado na maca. Seu treinador dizia: Vamos guerreiro, você sai dessa!
Foi quando sua filha entrou no vestiário e vendo seu pai e tal estado disse: Papai, ganha logo, hoje é dia de sorvete lá em casa. É geladinho, vai curar os dodóis.
Este não voltou. Quem voltará foi outra pessoa. A furia se fazia presente em seus olhos. O sangue se mistura com a água de seu corpo. No final, após vencer correu para os braços da pequena. Vermelho sim, mas não sangrando, nem com raiva. Estava vermelho de amor pela sua pequena.
No dia seguinte, colocaram seus óculos escuros (para não aparecer os dodóis do papai e para ela se parecer com o mesmo), ela subiu no pescoço do pai, este pegou o seu SK8 e foram passear pela praia. Sentir o fresco vento oriundo do marzão. O ventinho aumenta mais quando ela começa a gritar: Mais rápido papai, mais rápido!
Depois, aquele caida no mar, um sorvetinho e pra casa correndo ainda mais sobre a prachinha que desliza no asfalto quente.
Soa o gongo, apita o juíz.
FIM!
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Pura Cartolagem!
Eu fiz a minha parte e se sambar faz parte
eu vou sambar, frevar, carnavalear
lá no meio do povo eu sofro
posso chorar a vontade ao som gostoso de um frevo canção e um belo sambão
pois todos dirão: esse canta com o coração.
Não é nada disso meu irmão, choro lágrimas de dor do meu amor
e se as rosas não falam, elas simplesmente exalam o doce perfume dela
Ah ela...
O carnaval aqui está e ela longe de mim
Eis a minha sentença: Culpado por amar você e não conseguir expressar a imensidão que é
quisera eu conseguir compor um belo choro para fazer teu coração pulsar a ponto de me responder
o que me resta é tocar para a Gamboa e ficar na proa até ouvir o samba feitiço da sereia
e pular na água e afundar sorrindo, mesmo sabendo que estou indo para o fundo do mar
me tronar tesouro dentro de um baú. POIS NÃO PRETENDO AMOR TE MAGOAR!
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Carnaval!!
Alegria! Sorissos! Confetes e serpentinas! Sexo! Sol com chuva, chuva com sol!
Eu e você no meio de todo mundo!
Muita música pulsando e fazendo pular e soar o suor!
Tiozão, gringo, menino vestido de menina, menina que é menino, criança e até cachorro!
Todos entram na dança.
O grito que estava preso na garganta agora corre para o peito e quer de qualquer jeito sair; e sai!
E quando sai...
Cheque-mata! Não adianta ciscar minha rainha de um lado para o outro.
- Rainha, o rei vai cair na folia, e você também vai!
A fantasia de moribundo está guardada. Agora Cascão sai e diz:
- Cebolinha na chuva?
- Simbola Cascão! É canaval! Pula, sai do chão!
- Então vamô né?
- Lêlêlê! - canta o bebum, caminhando sob o ritmo da maré. De um lado para o outro, mas sem naufragar, desliza na chapa quente da avenida.
- Vamos comer? - diz o gordin.
- Que mané comer. Se se for você. - diz a gordinha.
Pronto toca a melô no walkman: Depois de nove meses você vê o resultado.
Vamô que vamô. O mundo acaba este ano e por via das dúvidas eu vou é cair na gandaia.
Afinal, nestes quatro dias de carnaval, reza a lenda que Deus disse:
- Está bem Diabo. Vou ser justo. Vou tirar umas férias, mereço né? Você está no comando. Mas olha, juízo hein mané?
- Deixa comigo chefia!
A flauta doce começa a tocar, os tambores a bater e Carlinhos Brown acorda e diz:
- Oxi mainha? O que é isso?
- Meu filho, não sei não. Mas pega a lata e vai pegar água.
Surgiu assim mais uma melô: Lata d'água na cabeçaaaaa!
E eu complemento: Ôôô durezaaa!
Foi assim, com a lata na cabeça e batucando que o homem do andar de baixo percebeu a oportunidade. O Eike Batista da época.
Agora, lascou. Ele tinha a oportunidade nas mãos e fez valer a pena.
Então vou fazer a minha valer também. Nem vou precisar carregar peso, São Pedro abriu a torneira.
Só vou pegar uns tambores e colocar o brocu da alegria na rua.
Quem vai?
Pois como diria a minha velha guarda: Vai ser absurdo!
Eu e você no meio de todo mundo!
Muita música pulsando e fazendo pular e soar o suor!
Tiozão, gringo, menino vestido de menina, menina que é menino, criança e até cachorro!
Todos entram na dança.
O grito que estava preso na garganta agora corre para o peito e quer de qualquer jeito sair; e sai!
E quando sai...
Cheque-mata! Não adianta ciscar minha rainha de um lado para o outro.
- Rainha, o rei vai cair na folia, e você também vai!
A fantasia de moribundo está guardada. Agora Cascão sai e diz:
- Cebolinha na chuva?
- Simbola Cascão! É canaval! Pula, sai do chão!
- Então vamô né?
- Lêlêlê! - canta o bebum, caminhando sob o ritmo da maré. De um lado para o outro, mas sem naufragar, desliza na chapa quente da avenida.
- Vamos comer? - diz o gordin.
- Que mané comer. Se se for você. - diz a gordinha.
Pronto toca a melô no walkman: Depois de nove meses você vê o resultado.
Vamô que vamô. O mundo acaba este ano e por via das dúvidas eu vou é cair na gandaia.
Afinal, nestes quatro dias de carnaval, reza a lenda que Deus disse:
- Está bem Diabo. Vou ser justo. Vou tirar umas férias, mereço né? Você está no comando. Mas olha, juízo hein mané?
- Deixa comigo chefia!
A flauta doce começa a tocar, os tambores a bater e Carlinhos Brown acorda e diz:
- Oxi mainha? O que é isso?
- Meu filho, não sei não. Mas pega a lata e vai pegar água.
Surgiu assim mais uma melô: Lata d'água na cabeçaaaaa!
E eu complemento: Ôôô durezaaa!
Foi assim, com a lata na cabeça e batucando que o homem do andar de baixo percebeu a oportunidade. O Eike Batista da época.
Agora, lascou. Ele tinha a oportunidade nas mãos e fez valer a pena.
Então vou fazer a minha valer também. Nem vou precisar carregar peso, São Pedro abriu a torneira.
Só vou pegar uns tambores e colocar o brocu da alegria na rua.
Quem vai?
Pois como diria a minha velha guarda: Vai ser absurdo!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Geografia das águas de um aquário!
Tem uma hora na vida que precisamos correr...
quando nossos sonhos começam a se mexer.
A voz suave sussurra em meus ouvidos essa força.
Ao fundo uma batidinha gostosa.
Os olhos sentem o final de mais um forte dia de verão.
Céu azul no alto, em um canto a lua cheia sobe, no outro o sol desce e colore o céu azul com vários tons de vermelho, laranja e amarelo.
A saudade de minha terra aperta a alma.
Fecho os olhos do coração e me vejo transitando sob as águas de março fechando o verão que é promessa de vida em meu coração!
Abro-os e me vejo em uma enorme linha reta de concreto.
Muita fumaça e muito barulho.
Volto a fecha-los e me transporto para a canção que toca lá no alto e diz:
Ohlinda, quero cantar aqui...
Sinto o frescor dos ventos atlânticos em minha pele.
O doce da água que está guardada na bola verde mata meu desejo mas não a sede de estar sob as águas ohlindas de março.
Abro os olhos somente para ver o céu!
Escuto em meu walkman as músicas que me fazem correr até você:
Meus sonhos!
quando nossos sonhos começam a se mexer.
A voz suave sussurra em meus ouvidos essa força.
Ao fundo uma batidinha gostosa.
Os olhos sentem o final de mais um forte dia de verão.
Céu azul no alto, em um canto a lua cheia sobe, no outro o sol desce e colore o céu azul com vários tons de vermelho, laranja e amarelo.
A saudade de minha terra aperta a alma.
Fecho os olhos do coração e me vejo transitando sob as águas de março fechando o verão que é promessa de vida em meu coração!
Abro-os e me vejo em uma enorme linha reta de concreto.
Muita fumaça e muito barulho.
Volto a fecha-los e me transporto para a canção que toca lá no alto e diz:
Ohlinda, quero cantar aqui...
Sinto o frescor dos ventos atlânticos em minha pele.
O doce da água que está guardada na bola verde mata meu desejo mas não a sede de estar sob as águas ohlindas de março.
Abro os olhos somente para ver o céu!
Escuto em meu walkman as músicas que me fazem correr até você:
Meus sonhos!
sábado, 28 de janeiro de 2012
Floristas.
Ah como sinto falta da minha juventude,
Onde tudo era vivido com plenitude.
Ao amanhecer, pegava minha mochila e a colocava nas costas e ia defender o Brasil dos...
Com o meu espírito guerrilheiro lutava contra o estrangeiro.
Nada era passageiro.
Neste momento tudo crescia: Barba, cabelo, bigode e o ego de alguns esnobes.
Toda cobrança indevida era reivindicada, até aquela da catraca.
Belas águas passadas.
Quantas brigas nas escadas do poder do Palácio da Justiça!
Injustiça me atiça.
Junto com meus companheiros caminhava mascarado com a mente em ebulição e cantando a canção: Aqui não meu irmão!
Balas de canhão davam a marcação.
E sem espírito de alienação continuávamos com a mesma intenção: Sempre em frente, sempre em frente para mudar os rumos da Nação!
Como não havia delinquentes, os dementes ficavam para trás.
No encontro com o Manda-Chuva o momento sublime.
Uma chuva de flores, o símbolo da Transformação.
Afinal, Revolução não seria caminhar para trás?
Evolução, meu caro, é para frente.
Revolução para trás.
Escolhemos o nosso!
Transformação!
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