"Quantas vezes eu soltei foguete
Imaginando que você já vinha
Ficava cá no meu canto, calado
Ouvindo a barulheira que a saudade tinha!"
Está lá, naquele canto da varanda
Escondido entre a fulô de mãe e os cigarros de pai
O menino sentado, mas não escondido
Tampouco fora repreendido
Estava só apreensivo
A menina de fulô na cabeça, vestido rendado e justo estava prestes a passar
Com a carne enrolada no jornal de ontem
Ele para não bandeira içar
Ficava no canto a espreitar o desfile da moça
Cismático, não mexia-se
Inebriado, não apercebe-se a dormência nas pernas
Excitado, não ouvia a mãe chamar
Concentrado, não sentiu o cheiro de carne
Aflito, vê o tempo avançar
Confuso, enumera os porquês dela hoje não desfilar
Taquecardeado, apodera-se duma sombra calma sobre si
Com medo, vira-se para ver quem é
Movimentando-se, olfateia o cheiro dela mais perto que o normal
Feliz, enxerga-a ali, parada olhando-o dentro da alma
Mudo, sorri
Em reboliço, escuta o convite
Flutuando, vai com ela, o jornal e a carne andar
Em êntase, chega em casa e vai escrever
Com os olhos anundados d'água, canta...
"Você chegou no amiudar do dia
Eu nunca mais senti tanta alegria
Se eu soubesse soltava foguete
Acendia uma fogueira
E enchia o céu de balão!"
Mostrando postagens com marcador Com música.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Com música.. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
domingo, 30 de novembro de 2014
O pronome certo!
Uma, traquecardeou-me
Algumas, retiraram-me as forças
Aquela, foi sem vontade
Nela, não quero mais voltar.
Procuro ELA!!
Onde o beijo apenas será beijo
Onde o beijo apenas dure!
Achei!
(Ao som de "La Edad Del Cielo", Jorge Drexler.)
Algumas, retiraram-me as forças
Aquela, foi sem vontade
Nela, não quero mais voltar.
Procuro ELA!!
Onde o beijo apenas será beijo
Onde o beijo apenas dure!
Achei!
(Ao som de "La Edad Del Cielo", Jorge Drexler.)
quarta-feira, 2 de julho de 2014
domingo, 22 de junho de 2014
Assim tá bom!
Tem como pensar em família e não pensar em mãe, pai, Chico e Nádia?
Tem como pensar em filhos e não pensar em Pitoco?
Tem como pensar em uma menina e não pensar em Marilia?
Tem como pensar numa segunda família e não pensar nos Serras e nos Andrades?
Tem como pensar em irmãos da vida e não lembrar de Breno, Zaca, Caco e Cheppo?
Tem como quer aquele abraço com as palavras certas e não lembrar de Dayanne?
Tem como pensar em política e não lembrar de Mano?
Tem como não ficar surpreso com a força que Ciço me deu sem eu esperar?
Tem como ouvir nação e não lembrar do Marco Zero?
Tem como escolher outra parceira sem ser você?
Talvez existam outras respostas, mas no momento, as que possuo são suficientes para continuar acordado para viver.
Ao som de Nação Zumbi, "Um sonho".
Tem como pensar em filhos e não pensar em Pitoco?
Tem como pensar em uma menina e não pensar em Marilia?
Tem como pensar numa segunda família e não pensar nos Serras e nos Andrades?
Tem como pensar em irmãos da vida e não lembrar de Breno, Zaca, Caco e Cheppo?
Tem como quer aquele abraço com as palavras certas e não lembrar de Dayanne?
Tem como pensar em política e não lembrar de Mano?
Tem como não ficar surpreso com a força que Ciço me deu sem eu esperar?
Tem como ouvir nação e não lembrar do Marco Zero?
Tem como escolher outra parceira sem ser você?
Talvez existam outras respostas, mas no momento, as que possuo são suficientes para continuar acordado para viver.
Ao som de Nação Zumbi, "Um sonho".
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Links Alheios!
Depois de um fim de semana com sabor de domingo...
Amanheceu como de costume: o
celular gritou que é hora dos compromissos; o corpo clama por cama; a mente
ainda confusa não pensa, é insana e o coração, bombeia paz!
Vinte minutos após o grito do
aparelho externo a mim resolvo cumprir com o combinado.
Lá vou eu levantar cambaleando,
ouvir meu irmão exclamar “ô vidão!”, degustar um breve e saboroso leite com
chocolate, banho e rua.
No caminho, já sem sono e
totalmente conectado ao aparelhinho que contém uma parte significativa da minha
vida, resolvo escutar a trilha do dia, a trilha sonora do momento: Happy.
Assim como todo o conjunto
presente nessa música, lá vou eu simplesmente feliz, assim mesmo, sem
explicação. O que me remeteu a algumas prosas:
- Eaí man? Tudo na paz? –
perguntaram eles. Eaí menino? Tudo bem? – perguntaram elas.
- Tudo um brisa! – aprendi o
amplo significado desta.
- Que bom! Você “tá” bem mesmo
né? Dá para perceber. Qual é o motivo!
Respondi com o meu clássico:
Rapaaaaaaaz, tem não! Só estou bem leve! Matando no peito os problemas e
chutando para longe e deixando no peito os que são bons! Simples assim!
- Bonito isso! Mas fale a verdade. Qual é o
nome dela?
- Dela quem? – questiono.
- Dessa mulher que está te
fazendo ficar assim!
- Tem não! Foi só uma mudança na
maneira de encarar a vida. Passei a não mais encará-la para leva-la (a vida)
comigo!
Uma longa buzina me fez retornar
ao lugar onde deveria estar: atrás do volante e não naquelas nuvenzinhas acima
da cabeça quando estamos imaginado coisas (elas existem também na vida real,
não são exclusivas dos quadrinhos).
Como aprendi em casa e revi com
alguns amigos “doideiras” quando estamos bem as pessoas boas se (re)aproximam e
as coisas boas também. Foi assim que não cheguei atrasado aos meus compromissos
da manhã.
Foi um guarda me deixando passar
aqui, um executivo me dando passagem ali, o semáforo abrindo assim que dobrei a
esquina e por último àquela vaguinha esperta na frente do trabalho.
- Quero mais o quê? Diz aí porque
para mim, está na medida!
Volto para casa e
surpreendentemente não há congestionamento na rua! Mais músicas “alegria,
alegria!” tocam no walkman até que resolvo olhar para o lado.
Um casal de idosos na Avenida Agamenon
Magalhães (que poderiam estar em qualquer grande avenida de
uma grande cidade)
parados pedindo dinheiro. Normal se...
Se a senhora não estivesse
cuspindo no chão.
Normal se...
Se ela não segurasse uma caixa de
remédio, o provável motivo de estar ali.
Normal se...
O senhor ao lado dela (provável marido)
não estivesse com uma sonda.
Normal se...
Ele não segurasse uma vasilha que
deveria haver comida e não esmolas.
Normal se...
Ele não estivesse em pé e TODO enfaixado.
Normal se...
Não desse para ver o sangue
misturado na urina.
Normal?
A vontade de parar o carro e
atravessar as quatro faixas para dar dinheiro era enorme.
A percepção de que meu ato não
seria o suficiente era enorme.
O silêncio era enorme.
A vontade de chorar também.
Podia ouvir a vida em alto e bom
som me questionar:
- Eaí novinho, vai fazer o quê?
Outra buzina me trouxe a
realidade. Ainda olhando para o casal ao lado acelerei. Mais adiante liguei o
foda-se. Parei o carro, liguei o alerta e desci. O agente de trânsito me olhava
querendo entender.
Abri a carteira e dei tudo o que
tinha. Abri o coração e abracei ambos. Abri a consciência e, em lágrimas,
perguntei:
- Precisa de mais alguma coisa?
O senhor acariciou-me a face e
disse:
- Vá com Deus, meu filho! Sawabona!*¹
- Shikoba!*²
Voltei para o carro com um
embrulho na alma e ainda sem conseguir segurar as lágrimas. Lembrei-me dos meus
pais. Lembrei-me dos seus ensinamentos de agradecer SEMPRE! Enquanto agradecia
escutei alguém batendo no vidro do carro. Era o agente. Quando olhei para o
lado, ele chorava mais do que eu.
- Não sei se te agradeço ou
reclamo contigo. – disse o homem que faz as vias fluírem.
- Por quê?
- Porque estou aqui desde as seis
horas da manhã, vi esse casal chegar por volta das sete, me incomodou, mas não
a ponto de ajuda-los e deixei para lá. Vá com Deus rapaz. E fique tranquilo que
a multa será rasgada.
- Fico com Deus e com a consciência
tranquila, pois cada um faz o que pode, quando pode. Você está fazendo as vias fluírem.
Já é alguma coisa, não?
Deixei a partida e parti. Mas não
mais ao som de Happy. Era tudo vácuo, era a ausência de algo que nem sabia mais
se existia ou não.
De repente eles surgem me
fortalecendo mais uma vez, Emicida e Rael.
“... às vezes não tem motivos para seguir
Vai, levanta e anda, vai levanta e anda!“
O literal não podia ser feito, então dobrei a esquina e deparei-me
com o congestionamento. Tudo o que não queria estava lá. Quando menos
movimento, mais tempo para estar imerso nas nuvenzinhas acima de mim, o que não
seria deleitoso.
Tentava fugir das nuvenzinhas que se aproximavam de maneira
perigosa eis que O Rappa veio até mim com as suas crianças e, se fosse mais
evangélico diria que enxerguei a luz, como não sou apenas olhei para o céu que
me apresentava à vida, que me apresentava um pouco dos meus ideais.
A minha frente, no meu caminho, o céu estava azul; a
noroeste, o céu era tempestade, no desvio do meu caminho!
Basta escolher: continuar meu caminho (sem desconsiderar o
quanto eu já caminhei) ou fugir do meu caminho pegando um desvio.
No Walkman:
Happy, Pharrell Williams
Levanta e anda, Emicida e Rael
Não perca as crianças de vista, O Rappa
A estrada, Cidade Negra.
Faça bom proveito!
*¹ Sawabona – eu te respeito, eu te valorizo. Você é
importante para mim!
*² Shikoba – então, eu existo para você!
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Eu queria.
Eu queria escrever para pegar as gatinhas, mas é muito clichê.
Eu queria escrever para agradar você, nem sempre é possível.
Eu queria escrever para me agradar, seria mais fácil viver.
Eu queria escrever para fazer você mudar de ideia, mas não quero mudar nada em você.
Eu queria escrever para esquecer, esquecer o quê mesmo?
Eu queria escrever por você, mas você precisa aprender.
Eu queria escrever para...
Eu queria muita coisa!
O certo é que eu escrevo porque não consigo viver sem escrever.
"Se começar foi fácil, difícil vai ser parar!"*
Recife, 29/05/2013.
*"Vida rasteja" - O Rappa.
Eu queria escrever para agradar você, nem sempre é possível.
Eu queria escrever para me agradar, seria mais fácil viver.
Eu queria escrever para fazer você mudar de ideia, mas não quero mudar nada em você.
Eu queria escrever para esquecer, esquecer o quê mesmo?
Eu queria escrever por você, mas você precisa aprender.
Eu queria escrever para...
Eu queria muita coisa!
O certo é que eu escrevo porque não consigo viver sem escrever.
"Se começar foi fácil, difícil vai ser parar!"*
Recife, 29/05/2013.
*"Vida rasteja" - O Rappa.
domingo, 17 de junho de 2012
Numa noite dessas qualquer...
E eu? Ainda te espero chegar.
O sol já vai nos deixando. A lua vai chegando.
Oh friozinho gostoso.
Caminho sozinho entre os casais enamorados que aproveitam o frio para ficarem agarradinhos...
E eu? Ainda de espero chegar.
Uma paradinha para um chocolate quente para aquecer o coração.
Ao respirar aquela fumacinha gostosa.
É hora de colocar um agasalho.
Conversando com Luiz olho pro céu. Vejo como ele está lindo.
A visão do Paraíso.
Abaixando a visão, mais fumaça.
Crianças correm ao redor da fogueira.
Os pais enamoram na porta de casa, observando as crianças, cumprimentando os vizinhos que o mesmo fazem.
E eu? Ainda te espero chegar.
Continuo a minha caminhada.
Entro pela noite. O frio aumenta.
Hora de se reaquecer.
- Amigo, aquela cachacinha, por favor.
Enquanto me deleito os escuto ao longe.
Triângulo, sanfona e zabumba.
E eu? Te espera chegar.
Adestrado farejo as pistas até te achar.
Achei!
Cheguei ao pátio do forró.
Aqui vou encontrar meu amor para me aquecer a noite inteira enquanto forrozamos!
O sol já vai nos deixando. A lua vai chegando.
Oh friozinho gostoso.
Caminho sozinho entre os casais enamorados que aproveitam o frio para ficarem agarradinhos...
E eu? Ainda de espero chegar.
Uma paradinha para um chocolate quente para aquecer o coração.
Ao respirar aquela fumacinha gostosa.
É hora de colocar um agasalho.
Conversando com Luiz olho pro céu. Vejo como ele está lindo.
A visão do Paraíso.
Abaixando a visão, mais fumaça.
Crianças correm ao redor da fogueira.
Os pais enamoram na porta de casa, observando as crianças, cumprimentando os vizinhos que o mesmo fazem.
E eu? Ainda te espero chegar.
Continuo a minha caminhada.
Entro pela noite. O frio aumenta.
Hora de se reaquecer.
- Amigo, aquela cachacinha, por favor.
Enquanto me deleito os escuto ao longe.
Triângulo, sanfona e zabumba.
E eu? Te espera chegar.
Adestrado farejo as pistas até te achar.
Achei!
Cheguei ao pátio do forró.
Aqui vou encontrar meu amor para me aquecer a noite inteira enquanto forrozamos!
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A dança!
É nessa dança que eu vou.
Na contra-dança da dança.
No sentir e não agir!
No sentir e se deixar fluir!
Uma música com metais, sopros, uma batera pra marcar.
O baixo para pulsar junto com o coração.
Bum-bum-bum-bum..
A guitarra para arrupiar os pêlos da alma e dar a cadência.
Clé-clé-clé-clé...
A teclado para acompanhar.
As backs para preencher e fazer perceber que com música
se sente, flui e dança.
Se fecha os olhos e vai...
Pronto, flui!
Encontrei a flor na pista e fluímos!
E para quase terminar,
o cantor nos passa o reflexo do que é tudo isso junto!
Parado fico enquanto penso!
Com a flor estou enquanto sinto!
E em poucos minutos
aqueles que também olhavam se deixam fluir.
Pois Pitoco comanda a dança
com seu livre dançar.
Só sente a energia!
E faz todos sentirem quanto é bom dançar se deixando guiar pelo som.
Ao som de Kultiration - banda sueca.
Na contra-dança da dança.
No sentir e não agir!
No sentir e se deixar fluir!
Uma música com metais, sopros, uma batera pra marcar.
O baixo para pulsar junto com o coração.
Bum-bum-bum-bum..
A guitarra para arrupiar os pêlos da alma e dar a cadência.
Clé-clé-clé-clé...
A teclado para acompanhar.
As backs para preencher e fazer perceber que com música
se sente, flui e dança.
Se fecha os olhos e vai...
Pronto, flui!
Encontrei a flor na pista e fluímos!
E para quase terminar,
o cantor nos passa o reflexo do que é tudo isso junto!
Parado fico enquanto penso!
Com a flor estou enquanto sinto!
E em poucos minutos
aqueles que também olhavam se deixam fluir.
Pois Pitoco comanda a dança
com seu livre dançar.
Só sente a energia!
E faz todos sentirem quanto é bom dançar se deixando guiar pelo som.
Ao som de Kultiration - banda sueca.
sábado, 20 de agosto de 2011
Um puta expurgo visionário pluralista sem lirismo!
Nem correndo, tão pouco devagar demais
num ritmo tranquilo.
Afinal, "criança não se estressa mamando no mamilo!" *
De repente, me dou conta que
uma fada ou uma bruxa me tocará com a sua varinha desmágica!
Pronto, FUDEU!
Foi-se embora o meu tempo!
Perdido como nos tempos de criança ao brincar feliz e perdida no parque sem neurose estou.
- Onde estão papai e mamãe?
Daqui a pouco acho, penso eu e volto a brincar, mas...
- Onde está o parque?
Me dou conta que agora já sou adulto.
Que tempo é esse que corre mais rápido que os ponteiros do relógio?
Angustiado, o expurgo é me sentar onde estou,
afinal ainda sou uma criança cercada do medo e a procura da sua mágia.
De todo o lirismo que a força me tiraram sem me dar conta.
Hoje é adulto, mas não quer ser.
- Não estou preparado!
- Meu filho, calma, você está sim!
Por um breve sopro ilusório de liberdade eu acreditei.
Um grande erro.
Essa liberdade limitada dos homens sapiens adultos eu não quero.
Não me serve!
Quero viver a liberdade livre e inocente das crianças.
Cercado de adultos que não enxergam mais as crianças tento ser uma.
- Me deixem ser criança. Me deixem ser eu! Não veem que eu sou eu e por isso não sou você?! Me deixem ir contra o fluxo. Me deixem ser Zaratrusta e voltar a andar em um ritmo tranquilo, sem neurose!
Adulto: foco; assentimental; racional; se adapta ao meio; não questiona, faz; instavelmente estável; procura respostas; não pode vacilar, tem que ser correto, coerente, conciso; limitado; acelerado para o compromisso, mas devagar para o lazer. Quer ter!
Criança: muitas coisas ao mesmo tempo; puro sentimento; sem medo de perguntar o que não sabe e/ou não entende; estavelmente instável; tem resposta para tudo, pois se não sabe, qual o problema de inventar? Ser livre? Fantasiar a vida? Quer ser!
Ao final percebo que não me deixarão voltar a ser criança outra vez.
Então vou ser o muleque sinistro das músicas de D2.
Vou chegar colocando o pé na porta e me impor.
Agora é tarde, porque eu também quero essa boquinha de decidir!
Criança não decide nada, mas um muleque sinistro sim!
Então, vou a mescla entre o adulto e a criança!
Vou botar a cara! Com a cabeça boa e o coração na frente!
- Salve, salve simpatia!
* Sem neurose - Gabriel o Pensador e Itaal Shur.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Sequestraram a minha escrita!
O reflexo da vida está no papel.
Não se consegue fugir.
Até se tenta, mas ela não o deixa!
Como pode ter tanta criatividade refém a ele mesmo?
A sua escrita está sem letras.
As que ele quer não existe.
Volta para o caderno de caligrafia e tenta.
Em vão!
Acha que desaprendeu.
Passa mal até perceber que não.
O momento lhe tolheu-as.
Agora tenta, diminuir a marcha para a primeira.
Assim como um carro velho diante da ladeira de Olinda
respira funda e diz:
- Vamô que vamô! Cheguei até aqui, nada de entregar os pontos!
Nem devagar, nem rápido.
Apenas indo para o outro lado que não se vê!
Não se sabe o certo.
A única certeza é que vai subir
mesmo que para isso bata o motor.
Inverta o sentido!
- Agora lascou, porque eu vou subir!
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
7 palmos!
Mergulhado em meus escritos.
Tento me aproximar de ti.Nem sempre o melhor antídoto.
Chego tão perto!
Te tenho.
Onde você está?
São só letras.
Desejos.
Nada de carne e osso.
Foi apenas um sonho.
Por alguns instantes te tive
juntinho a mim!
Agora a triste realidade.
Você está longe e não vem me ver!
Fato consumado.
Se eu gritar, chorar, suplicar.
A resposta é a mesma:
- NÃO!
É a morte de um apaixonado.
É apenas mais um para ela.
Mais uma vez que ele diz que morreu!
Só que desta vez ele está indo
mas ela ainda não percebeu.
Ao som de "Preciso" e "Me ensina" - Mamelungos do Recife.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Na ponta do pé!
Prende e solta.
Prende tanto que não se sabe viver sem!
Solta tanto que se quer viver com!
Para ele ou para ela,
"Isso é o que o amor faz!"
Nos faz entrar na dança!
Na dança do parceiro,
Na sua própria dança,
Na dança que os dois tem.
Algo só deles!
Uma sintonia que não se dessintoniza,
Uma sintonia que não se dessintoniza,
Se mudar o espaço,
Tampouco se mudar o tempo!
A dança do casal amante e apaixonado se perpetua!
Na dança da vida!
Que deveria ser leve,
Nem sempre é!
Às vezes, estranho a vida e paro!
Às vezes, não!
Simplesmentes danço com elas!
Com a vida e com a bailarina!
E me transformo!
Me redescubro!
Sentimentos aflorados ao som de Tulipa Ruiz - Só sei dançar com você - e S.O.J.A - You and Me.
Assinar:
Postagens (Atom)