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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Felicidade.

"Quantas vezes eu soltei foguete
Imaginando que você já vinha
Ficava cá no meu canto, calado
Ouvindo a barulheira que a saudade tinha!"

Está lá, naquele canto da varanda
Escondido entre a fulô de mãe e os cigarros de pai
O menino sentado, mas não escondido
Tampouco fora repreendido
Estava só apreensivo
A menina de fulô na cabeça, vestido rendado e justo estava prestes a passar
Com a carne enrolada no jornal de ontem
Ele para não bandeira içar
Ficava no canto a espreitar o desfile da moça
Cismático, não mexia-se
Inebriado, não apercebe-se a dormência nas pernas
Excitado, não ouvia a mãe chamar
Concentrado, não sentiu o cheiro de carne
Aflito, vê o tempo avançar
Confuso, enumera os porquês dela hoje não desfilar
Taquecardeado, apodera-se duma sombra calma sobre si
Com medo, vira-se para ver quem é
Movimentando-se, olfateia o cheiro dela mais perto que o normal
Feliz, enxerga-a ali, parada olhando-o dentro da alma
Mudo, sorri
Em reboliço, escuta o convite
Flutuando, vai com ela, o jornal e a carne andar
Em êntase, chega em casa e vai escrever
Com os olhos anundados d'água, canta...

"Você chegou no amiudar do dia
Eu nunca mais senti tanta alegria
Se eu soubesse soltava foguete
Acendia uma fogueira
E enchia o céu de balão!"

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Um mais um igual a três!

Partiu do zero e com o tempo aprendeu a ser um.

Por muito tempo, um, ele foi.

Mas, o mesmo tempo o estimulou: Seja dois.

Pertencer a parte par, era um mix de prazer e medo, com leves pitadas de euforia e receio.

De recente, uma um sorriu-lhe e fez o convite: Quer somar comigo para sermos dois?

Ficou gelado! Sem reação! Perdeu a cor e sorriu para disfarçar!

Não queria perder aquela um, mas para isso, teria que (re)aprender a ser, um!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O salto.

Parado!
É assim que tudo está.
Ele a vê e nada faz.
Ela o vê e nada faz.
Basta ter álcool para ela se soltar.
Basta ter álcool para ela pular.
Basta ter álcool para ele se afastar.
Basta ter coragem para tudo se acertar.
Basta não saltar.
É só caminhar, isso basta!