"Quantas vezes eu soltei foguete
Imaginando que você já vinha
Ficava cá no meu canto, calado
Ouvindo a barulheira que a saudade tinha!"
Está lá, naquele canto da varanda
Escondido entre a fulô de mãe e os cigarros de pai
O menino sentado, mas não escondido
Tampouco fora repreendido
Estava só apreensivo
A menina de fulô na cabeça, vestido rendado e justo estava prestes a passar
Com a carne enrolada no jornal de ontem
Ele para não bandeira içar
Ficava no canto a espreitar o desfile da moça
Cismático, não mexia-se
Inebriado, não apercebe-se a dormência nas pernas
Excitado, não ouvia a mãe chamar
Concentrado, não sentiu o cheiro de carne
Aflito, vê o tempo avançar
Confuso, enumera os porquês dela hoje não desfilar
Taquecardeado, apodera-se duma sombra calma sobre si
Com medo, vira-se para ver quem é
Movimentando-se, olfateia o cheiro dela mais perto que o normal
Feliz, enxerga-a ali, parada olhando-o dentro da alma
Mudo, sorri
Em reboliço, escuta o convite
Flutuando, vai com ela, o jornal e a carne andar
Em êntase, chega em casa e vai escrever
Com os olhos anundados d'água, canta...
"Você chegou no amiudar do dia
Eu nunca mais senti tanta alegria
Se eu soubesse soltava foguete
Acendia uma fogueira
E enchia o céu de balão!"
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
domingo, 30 de novembro de 2014
O pronome certo!
Uma, traquecardeou-me
Algumas, retiraram-me as forças
Aquela, foi sem vontade
Nela, não quero mais voltar.
Procuro ELA!!
Onde o beijo apenas será beijo
Onde o beijo apenas dure!
Achei!
(Ao som de "La Edad Del Cielo", Jorge Drexler.)
Algumas, retiraram-me as forças
Aquela, foi sem vontade
Nela, não quero mais voltar.
Procuro ELA!!
Onde o beijo apenas será beijo
Onde o beijo apenas dure!
Achei!
(Ao som de "La Edad Del Cielo", Jorge Drexler.)
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Ciclo
DemorouEnfim no meu braço
Medo
Inexperiência
Não saber o que fazer
Do mesmo jeito que chegaste
Ficaste
Sem intenção
Sem invenção
Simplesmente chega e fica.
Um telefonema
Uma cobrança?
Um pedido?
Quando vem me ver?
Corre para os braços
Beijos
Afagos
Saudade
Laços
Assim a vida dá sequência na vida!
Como disse um amigo:
É muito importante renovar esse ciclo sempre que (im)possível!
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Gratidão
Vivendo numa semana atípica, rodeado pelos pequenos, me reportei ao tempo em que eu era pequeno e me encontrava no superlativo. Era o mais baixo e o mais magro da turma.
Quem parou esse momento no tempo, com seu olhar diferenciado - tio Paulo - pode dizer. Em todas as fotografias desse período, lá estou eu puxando a fila dos meninos. Ao meu lado, oscilavam Natalinha e Adrianinha, mas, na fila dos meninos, não tinha jeito, eu era o primeiro e Renato, o último.
Ter os pequenos por perto é mágico. Muita criatividade; muita energia; muitas perguntas sagazes, das quais não possuo resposta alguma.
Ter os pequenos por perto me fez reafirmar uma vontade guardada no peito: Quero ser professor de Pitoco!
Me fez também chorar as escondidas, afinal de contas, "gente grande não chora, né tio?".
Eles me fizeram passar a semana enxugando as teimosas lágrimas, que de vez em sempre, teimavam em brincar no escorrega da minha face.
Fizeram-me passar a semana com um nó na garganta e hoje, às oitos horas, dando aula, enfim descobri o motivo: Era gratidão!
Tia Ângela, Tia Solange e Tia Wânia, obrigado!
Curiosamente aqui estou eu, adulto, chamando minhas professoras de tias, fazendo o mesmo que os pequenos vem fazendo comigo há seis anos.
É nesse momento, quando me vejo grande, adulto; enfim me enxergo completo que o nó refaz-se, pois não há como não lembrar de vocês.
Não há como esquecer de Tia Ângela andando furiosa pelo escola segurando minha mão, igual a minha mãe, procurando os alunos mais velhos que estavam praticando comigo piadas racistas.
Não há como esquecer as gostosas risadas de Tia Solange, que ainda hoje as tenho guardada nos ouvido, após Marcelinho e Pedro a enrolarem fazendo massagem nela só para a turma ter mais tempo para fazer a tarefa que valia ponto. Esses dois eram excelentes alunos, mas também dois bagunceiros natos que ajudavam a turma quando o assunto era fugir das punições ou explicar um assunto mal compreendido por algum amiguinho.
Não há como esquecer os largos sorrisos de Tia Wânia após voltar do banheiro. Tia, todos nós sabíamos que você ia lá para não ter as crises dolorosas, causadas pelas pedras nos rins, na nossa frente.
O que meus pais estavam me ensinando, vocês estavam reforçando todo dia.
Língua brasileira? Matemática? Estudos Sociais? Ciências?
Não, vocês foram além.
Proteger aqueles que amamos, não propagar injustiças, sorrir sempre, proteger a inocência, seguir em frente.
Espero que um dia, algum aluno lembre de mim do mesmo jeito que eu lembro de vocês, com uma gratidão inadjetivável; com uma saudade imensa, saudade daquela que não quer voltar no tempo, mas sim ter, no presente, aqueles que fizeram diferença no passado!
Espero receber, mais uma vez, aquele abraço e beijo que me faziam acordar às cinco horas da manhã com um sorriso no rosto!
Tias, um enorme abraço de um menino no qual vocês semearam o bem! De um menino que vocês ajudaram a ser ser humano de bem! Que hoje deseja muito ser pai e professor, para passar adiante o que recebeu dos seus pais e que vocês deram sequencia!
De coração, Muito obrigado!
Quem parou esse momento no tempo, com seu olhar diferenciado - tio Paulo - pode dizer. Em todas as fotografias desse período, lá estou eu puxando a fila dos meninos. Ao meu lado, oscilavam Natalinha e Adrianinha, mas, na fila dos meninos, não tinha jeito, eu era o primeiro e Renato, o último.
Ter os pequenos por perto é mágico. Muita criatividade; muita energia; muitas perguntas sagazes, das quais não possuo resposta alguma.
Ter os pequenos por perto me fez reafirmar uma vontade guardada no peito: Quero ser professor de Pitoco!
Me fez também chorar as escondidas, afinal de contas, "gente grande não chora, né tio?".
Eles me fizeram passar a semana enxugando as teimosas lágrimas, que de vez em sempre, teimavam em brincar no escorrega da minha face.
Fizeram-me passar a semana com um nó na garganta e hoje, às oitos horas, dando aula, enfim descobri o motivo: Era gratidão!
Tia Ângela, Tia Solange e Tia Wânia, obrigado!
Curiosamente aqui estou eu, adulto, chamando minhas professoras de tias, fazendo o mesmo que os pequenos vem fazendo comigo há seis anos.
É nesse momento, quando me vejo grande, adulto; enfim me enxergo completo que o nó refaz-se, pois não há como não lembrar de vocês.
Não há como esquecer de Tia Ângela andando furiosa pelo escola segurando minha mão, igual a minha mãe, procurando os alunos mais velhos que estavam praticando comigo piadas racistas.
Não há como esquecer as gostosas risadas de Tia Solange, que ainda hoje as tenho guardada nos ouvido, após Marcelinho e Pedro a enrolarem fazendo massagem nela só para a turma ter mais tempo para fazer a tarefa que valia ponto. Esses dois eram excelentes alunos, mas também dois bagunceiros natos que ajudavam a turma quando o assunto era fugir das punições ou explicar um assunto mal compreendido por algum amiguinho.
Não há como esquecer os largos sorrisos de Tia Wânia após voltar do banheiro. Tia, todos nós sabíamos que você ia lá para não ter as crises dolorosas, causadas pelas pedras nos rins, na nossa frente.
O que meus pais estavam me ensinando, vocês estavam reforçando todo dia.
Língua brasileira? Matemática? Estudos Sociais? Ciências?
Não, vocês foram além.
Proteger aqueles que amamos, não propagar injustiças, sorrir sempre, proteger a inocência, seguir em frente.
Espero que um dia, algum aluno lembre de mim do mesmo jeito que eu lembro de vocês, com uma gratidão inadjetivável; com uma saudade imensa, saudade daquela que não quer voltar no tempo, mas sim ter, no presente, aqueles que fizeram diferença no passado!
Espero receber, mais uma vez, aquele abraço e beijo que me faziam acordar às cinco horas da manhã com um sorriso no rosto!
Tias, um enorme abraço de um menino no qual vocês semearam o bem! De um menino que vocês ajudaram a ser ser humano de bem! Que hoje deseja muito ser pai e professor, para passar adiante o que recebeu dos seus pais e que vocês deram sequencia!
De coração, Muito obrigado!
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Ilicitude da pena!
Ama ciente que o amanhã chegará
Cuida hoje para haver o amanhã
Caminhou e entendeu o sentido do tempo
A paciência ainda precisa ser lapidada.
Ao caminhar encontrou muitos seres
Um em especial é especial
Suave é o viver.
Ele a mostrava motivos para sorrir, "é melhor ser alegre do que ser triste"
Ela o mostrava que o ontem valeu a pena, estava colhendo os frutos maduros com ela.
Dois que querem estar juntos
Vivem momentos diferentes
Um resolveu pontuar de maneira final.
Dividir não é melhor do que romper?
Metade para mim, metade para você não é melhor do que todo peso sobre você?
Frustação com a sua decisão.
Aceitação com a sua decisão.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Bem-te-vi, quero-quero, bem!
Quero-quero
Voa-voa sempre a cantarolar
Do cantinho, ele diz baixinho
Bem-te-vi!
Quero-quero bem vê o Tivi
O Tivi bem quer Quero-quero
Voa para longe assustada
Amar, sempre amou
Se entregar loucamente, sempre foi
Agora é novo, não há loucura
Voa-voa
Volta porque quer
Não porque tem.
Do chão, o Tivi só observa a fuga
Do alto, Quero-quero foge
Mais no alto pensa:
Ele não vai vir até mim?
Vai não!
Pois não há motivo
Não há loucura
Não há!
Quer fugir?
A vontade!
Bem-te-vi!
Bem-te-quero-quero!
Voa-voa sempre a cantarolar
Do cantinho, ele diz baixinho
Bem-te-vi!
Quero-quero bem vê o Tivi
O Tivi bem quer Quero-quero
Voa para longe assustada
Amar, sempre amou
Se entregar loucamente, sempre foi
Agora é novo, não há loucura
Voa-voa
Volta porque quer
Não porque tem.
Do chão, o Tivi só observa a fuga
Do alto, Quero-quero foge
Mais no alto pensa:
Ele não vai vir até mim?
Vai não!
Pois não há motivo
Não há loucura
Não há!
Quer fugir?
A vontade!
Bem-te-vi!
Bem-te-quero-quero!
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Pequenina!
Braços abertos
Envolvem-te devagar
Encaixe natural
Você aqui.
Quando precisar,
Pode vir
Estão sempre abertos
Para você se-acomodar!
Envolvem-te devagar
Encaixe natural
Você aqui.
Quando precisar,
Pode vir
Estão sempre abertos
Para você se-acomodar!
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Um mais um igual a três!
Partiu do zero e com o tempo aprendeu a ser um.
Por muito tempo, um, ele foi.
Mas, o mesmo tempo o estimulou: Seja dois.
Pertencer a parte par, era um mix de prazer e medo, com leves pitadas de euforia e receio.
De recente, uma um sorriu-lhe e fez o convite: Quer somar comigo para sermos dois?
Ficou gelado! Sem reação! Perdeu a cor e sorriu para disfarçar!
Não queria perder aquela um, mas para isso, teria que (re)aprender a ser, um!
Por muito tempo, um, ele foi.
Mas, o mesmo tempo o estimulou: Seja dois.
Pertencer a parte par, era um mix de prazer e medo, com leves pitadas de euforia e receio.
De recente, uma um sorriu-lhe e fez o convite: Quer somar comigo para sermos dois?
Ficou gelado! Sem reação! Perdeu a cor e sorriu para disfarçar!
Não queria perder aquela um, mas para isso, teria que (re)aprender a ser, um!
quarta-feira, 2 de julho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
Na estação!
Ele de pé, mochila nas costas na plataforma.
Ela, sentada, dentro do trém.
Ele olha para dentro do trém procurando-a.
Ela sentada na janela, olha para a plataforma procurando-o.
Poucos minutos de procura mútua enfraquece o corpo e acelera os corações, que não mentem e sussuram: a gente se ama!
Poucos minutos de procura mútua enlouquece as mentes sãs que teimam em contrariar o taquecardear das almas.
Enfim seus olhares se cruzam.
Ela aguarda o sinal dele para sair correndo para seus braços.
Ele aguarda o sinal dela para sair correndo para seus braços.
O medo de se perderem, mais uma vez, é tamanho que ambos estão paralizados.
O maquinista puxa a corda e o trem apita: é hora do trem partir.
Eu só queria saber, quem vai tomar a iniciativa de não destinar esse encontro para a próxima estação, mais uma vez.
Ela, sentada, dentro do trém.
Ele olha para dentro do trém procurando-a.
Ela sentada na janela, olha para a plataforma procurando-o.
Poucos minutos de procura mútua enfraquece o corpo e acelera os corações, que não mentem e sussuram: a gente se ama!
Poucos minutos de procura mútua enlouquece as mentes sãs que teimam em contrariar o taquecardear das almas.
Enfim seus olhares se cruzam.
Ela aguarda o sinal dele para sair correndo para seus braços.
Ele aguarda o sinal dela para sair correndo para seus braços.
O medo de se perderem, mais uma vez, é tamanho que ambos estão paralizados.
O maquinista puxa a corda e o trem apita: é hora do trem partir.
Eu só queria saber, quem vai tomar a iniciativa de não destinar esse encontro para a próxima estação, mais uma vez.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Links Alheios!
Depois de um fim de semana com sabor de domingo...
Amanheceu como de costume: o
celular gritou que é hora dos compromissos; o corpo clama por cama; a mente
ainda confusa não pensa, é insana e o coração, bombeia paz!
Vinte minutos após o grito do
aparelho externo a mim resolvo cumprir com o combinado.
Lá vou eu levantar cambaleando,
ouvir meu irmão exclamar “ô vidão!”, degustar um breve e saboroso leite com
chocolate, banho e rua.
No caminho, já sem sono e
totalmente conectado ao aparelhinho que contém uma parte significativa da minha
vida, resolvo escutar a trilha do dia, a trilha sonora do momento: Happy.
Assim como todo o conjunto
presente nessa música, lá vou eu simplesmente feliz, assim mesmo, sem
explicação. O que me remeteu a algumas prosas:
- Eaí man? Tudo na paz? –
perguntaram eles. Eaí menino? Tudo bem? – perguntaram elas.
- Tudo um brisa! – aprendi o
amplo significado desta.
- Que bom! Você “tá” bem mesmo
né? Dá para perceber. Qual é o motivo!
Respondi com o meu clássico:
Rapaaaaaaaz, tem não! Só estou bem leve! Matando no peito os problemas e
chutando para longe e deixando no peito os que são bons! Simples assim!
- Bonito isso! Mas fale a verdade. Qual é o
nome dela?
- Dela quem? – questiono.
- Dessa mulher que está te
fazendo ficar assim!
- Tem não! Foi só uma mudança na
maneira de encarar a vida. Passei a não mais encará-la para leva-la (a vida)
comigo!
Uma longa buzina me fez retornar
ao lugar onde deveria estar: atrás do volante e não naquelas nuvenzinhas acima
da cabeça quando estamos imaginado coisas (elas existem também na vida real,
não são exclusivas dos quadrinhos).
Como aprendi em casa e revi com
alguns amigos “doideiras” quando estamos bem as pessoas boas se (re)aproximam e
as coisas boas também. Foi assim que não cheguei atrasado aos meus compromissos
da manhã.
Foi um guarda me deixando passar
aqui, um executivo me dando passagem ali, o semáforo abrindo assim que dobrei a
esquina e por último àquela vaguinha esperta na frente do trabalho.
- Quero mais o quê? Diz aí porque
para mim, está na medida!
Volto para casa e
surpreendentemente não há congestionamento na rua! Mais músicas “alegria,
alegria!” tocam no walkman até que resolvo olhar para o lado.
Um casal de idosos na Avenida Agamenon
Magalhães (que poderiam estar em qualquer grande avenida de
uma grande cidade)
parados pedindo dinheiro. Normal se...
Se a senhora não estivesse
cuspindo no chão.
Normal se...
Se ela não segurasse uma caixa de
remédio, o provável motivo de estar ali.
Normal se...
O senhor ao lado dela (provável marido)
não estivesse com uma sonda.
Normal se...
Ele não segurasse uma vasilha que
deveria haver comida e não esmolas.
Normal se...
Ele não estivesse em pé e TODO enfaixado.
Normal se...
Não desse para ver o sangue
misturado na urina.
Normal?
A vontade de parar o carro e
atravessar as quatro faixas para dar dinheiro era enorme.
A percepção de que meu ato não
seria o suficiente era enorme.
O silêncio era enorme.
A vontade de chorar também.
Podia ouvir a vida em alto e bom
som me questionar:
- Eaí novinho, vai fazer o quê?
Outra buzina me trouxe a
realidade. Ainda olhando para o casal ao lado acelerei. Mais adiante liguei o
foda-se. Parei o carro, liguei o alerta e desci. O agente de trânsito me olhava
querendo entender.
Abri a carteira e dei tudo o que
tinha. Abri o coração e abracei ambos. Abri a consciência e, em lágrimas,
perguntei:
- Precisa de mais alguma coisa?
O senhor acariciou-me a face e
disse:
- Vá com Deus, meu filho! Sawabona!*¹
- Shikoba!*²
Voltei para o carro com um
embrulho na alma e ainda sem conseguir segurar as lágrimas. Lembrei-me dos meus
pais. Lembrei-me dos seus ensinamentos de agradecer SEMPRE! Enquanto agradecia
escutei alguém batendo no vidro do carro. Era o agente. Quando olhei para o
lado, ele chorava mais do que eu.
- Não sei se te agradeço ou
reclamo contigo. – disse o homem que faz as vias fluírem.
- Por quê?
- Porque estou aqui desde as seis
horas da manhã, vi esse casal chegar por volta das sete, me incomodou, mas não
a ponto de ajuda-los e deixei para lá. Vá com Deus rapaz. E fique tranquilo que
a multa será rasgada.
- Fico com Deus e com a consciência
tranquila, pois cada um faz o que pode, quando pode. Você está fazendo as vias fluírem.
Já é alguma coisa, não?
Deixei a partida e parti. Mas não
mais ao som de Happy. Era tudo vácuo, era a ausência de algo que nem sabia mais
se existia ou não.
De repente eles surgem me
fortalecendo mais uma vez, Emicida e Rael.
“... às vezes não tem motivos para seguir
Vai, levanta e anda, vai levanta e anda!“
O literal não podia ser feito, então dobrei a esquina e deparei-me
com o congestionamento. Tudo o que não queria estava lá. Quando menos
movimento, mais tempo para estar imerso nas nuvenzinhas acima de mim, o que não
seria deleitoso.
Tentava fugir das nuvenzinhas que se aproximavam de maneira
perigosa eis que O Rappa veio até mim com as suas crianças e, se fosse mais
evangélico diria que enxerguei a luz, como não sou apenas olhei para o céu que
me apresentava à vida, que me apresentava um pouco dos meus ideais.
A minha frente, no meu caminho, o céu estava azul; a
noroeste, o céu era tempestade, no desvio do meu caminho!
Basta escolher: continuar meu caminho (sem desconsiderar o
quanto eu já caminhei) ou fugir do meu caminho pegando um desvio.
No Walkman:
Happy, Pharrell Williams
Levanta e anda, Emicida e Rael
Não perca as crianças de vista, O Rappa
A estrada, Cidade Negra.
Faça bom proveito!
*¹ Sawabona – eu te respeito, eu te valorizo. Você é
importante para mim!
*² Shikoba – então, eu existo para você!
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Eu queria.
Eu queria escrever para pegar as gatinhas, mas é muito clichê.
Eu queria escrever para agradar você, nem sempre é possível.
Eu queria escrever para me agradar, seria mais fácil viver.
Eu queria escrever para fazer você mudar de ideia, mas não quero mudar nada em você.
Eu queria escrever para esquecer, esquecer o quê mesmo?
Eu queria escrever por você, mas você precisa aprender.
Eu queria escrever para...
Eu queria muita coisa!
O certo é que eu escrevo porque não consigo viver sem escrever.
"Se começar foi fácil, difícil vai ser parar!"*
Recife, 29/05/2013.
*"Vida rasteja" - O Rappa.
Eu queria escrever para agradar você, nem sempre é possível.
Eu queria escrever para me agradar, seria mais fácil viver.
Eu queria escrever para fazer você mudar de ideia, mas não quero mudar nada em você.
Eu queria escrever para esquecer, esquecer o quê mesmo?
Eu queria escrever por você, mas você precisa aprender.
Eu queria escrever para...
Eu queria muita coisa!
O certo é que eu escrevo porque não consigo viver sem escrever.
"Se começar foi fácil, difícil vai ser parar!"*
Recife, 29/05/2013.
*"Vida rasteja" - O Rappa.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Um pedido.
Graças a Deus está chegando a hora do São João, pois vai ser o momento que ele vai encontrar novamente a fagulha propulsora de sua poesia.
O triste vai voltar a ser alegre.
O feio, belo!
Vai novamente valsar por aí tendo ela como companheira em todas as noites!
Vai novamente valsar por aí tendo ela como companheira em todas as noites!
domingo, 17 de junho de 2012
Numa noite dessas qualquer...
E eu? Ainda te espero chegar.
O sol já vai nos deixando. A lua vai chegando.
Oh friozinho gostoso.
Caminho sozinho entre os casais enamorados que aproveitam o frio para ficarem agarradinhos...
E eu? Ainda de espero chegar.
Uma paradinha para um chocolate quente para aquecer o coração.
Ao respirar aquela fumacinha gostosa.
É hora de colocar um agasalho.
Conversando com Luiz olho pro céu. Vejo como ele está lindo.
A visão do Paraíso.
Abaixando a visão, mais fumaça.
Crianças correm ao redor da fogueira.
Os pais enamoram na porta de casa, observando as crianças, cumprimentando os vizinhos que o mesmo fazem.
E eu? Ainda te espero chegar.
Continuo a minha caminhada.
Entro pela noite. O frio aumenta.
Hora de se reaquecer.
- Amigo, aquela cachacinha, por favor.
Enquanto me deleito os escuto ao longe.
Triângulo, sanfona e zabumba.
E eu? Te espera chegar.
Adestrado farejo as pistas até te achar.
Achei!
Cheguei ao pátio do forró.
Aqui vou encontrar meu amor para me aquecer a noite inteira enquanto forrozamos!
O sol já vai nos deixando. A lua vai chegando.
Oh friozinho gostoso.
Caminho sozinho entre os casais enamorados que aproveitam o frio para ficarem agarradinhos...
E eu? Ainda de espero chegar.
Uma paradinha para um chocolate quente para aquecer o coração.
Ao respirar aquela fumacinha gostosa.
É hora de colocar um agasalho.
Conversando com Luiz olho pro céu. Vejo como ele está lindo.
A visão do Paraíso.
Abaixando a visão, mais fumaça.
Crianças correm ao redor da fogueira.
Os pais enamoram na porta de casa, observando as crianças, cumprimentando os vizinhos que o mesmo fazem.
E eu? Ainda te espero chegar.
Continuo a minha caminhada.
Entro pela noite. O frio aumenta.
Hora de se reaquecer.
- Amigo, aquela cachacinha, por favor.
Enquanto me deleito os escuto ao longe.
Triângulo, sanfona e zabumba.
E eu? Te espera chegar.
Adestrado farejo as pistas até te achar.
Achei!
Cheguei ao pátio do forró.
Aqui vou encontrar meu amor para me aquecer a noite inteira enquanto forrozamos!
sábado, 2 de junho de 2012
3 anos e 1/2!
Não foi uma escolha.Foi Deus que te colocou em meu caminho.
De início, um estranhamento de um, e um "tô nem aí" da outra.
Um ano se passou e a gente se beijou pela primeira vez.
Foi sem pressa.
Ainda não tenho palavras para descrever.
Bom, gostoso, perfeito, inesperado, apressado, vergonha,
embriagante,
hipnotizante;
uma dádiva.
Muitas histórias. Muitos planos. Muitas brigas, mas quantos sorrisos!
Quantas lembranças gostosas das tardes de verão!
Tudo presente. Muita paixão! Muito amor!
Somos tudo: amigos, amantes, errantes, namorados, professores, companheiros, dançarinos, escritores, comediantes, espíritos... personagens ativos de uma linda história de amor.
Ao fechar os olhos um filme aparece.
Lágrimas e sorrisos.
Loucamente mergulhamos de coração.
Desvendamos algumas camadas do outro e as nossas, graças ao nosso companheirismo.
Ainda não percorremos todas as camadas.
Ainda bem!
Pois, o nosso diferencial é não conseguir colocar um ponto final.
Somos reticências...
O espaço para respirar e dar continuidade ao nosso amor.
Àquele grudinho tão nosso que para os outros, não há individualidade. Mas, você sabe tanto quanto eu que há.
Que a gente se entende com o nosso grudinho gostoso e recorrente e com o nosso espaço, quando preciso.
"Ainda bem que você vive comigo!"
Ao som de "Tão bem", Lulu Santos e "Sinceramente", Cachorro Grande.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A dança!
É nessa dança que eu vou.
Na contra-dança da dança.
No sentir e não agir!
No sentir e se deixar fluir!
Uma música com metais, sopros, uma batera pra marcar.
O baixo para pulsar junto com o coração.
Bum-bum-bum-bum..
A guitarra para arrupiar os pêlos da alma e dar a cadência.
Clé-clé-clé-clé...
A teclado para acompanhar.
As backs para preencher e fazer perceber que com música
se sente, flui e dança.
Se fecha os olhos e vai...
Pronto, flui!
Encontrei a flor na pista e fluímos!
E para quase terminar,
o cantor nos passa o reflexo do que é tudo isso junto!
Parado fico enquanto penso!
Com a flor estou enquanto sinto!
E em poucos minutos
aqueles que também olhavam se deixam fluir.
Pois Pitoco comanda a dança
com seu livre dançar.
Só sente a energia!
E faz todos sentirem quanto é bom dançar se deixando guiar pelo som.
Ao som de Kultiration - banda sueca.
Na contra-dança da dança.
No sentir e não agir!
No sentir e se deixar fluir!
Uma música com metais, sopros, uma batera pra marcar.
O baixo para pulsar junto com o coração.
Bum-bum-bum-bum..
A guitarra para arrupiar os pêlos da alma e dar a cadência.
Clé-clé-clé-clé...
A teclado para acompanhar.
As backs para preencher e fazer perceber que com música
se sente, flui e dança.
Se fecha os olhos e vai...
Pronto, flui!
Encontrei a flor na pista e fluímos!
E para quase terminar,
o cantor nos passa o reflexo do que é tudo isso junto!
Parado fico enquanto penso!
Com a flor estou enquanto sinto!
E em poucos minutos
aqueles que também olhavam se deixam fluir.
Pois Pitoco comanda a dança
com seu livre dançar.
Só sente a energia!
E faz todos sentirem quanto é bom dançar se deixando guiar pelo som.
Ao som de Kultiration - banda sueca.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A gata!
Não importa o dia.
Não importa o lugar.
Tão pouco o meu humor.
Ela está sempre ali, melhor aqui!
Se enrolando em minhas pernas
pedindo atenção, clamando por carinho!
Se arrepia toda quando a toco!
Um toque delicado carregado de sentimentos!
Inúmeros sentimentos.
A afinidade é tamanha que ela se arrepia toda por senti-los.
Tudo aquilo que Rapunzel espera!
O beijo que acordará Branca de Neve!
Todas as belas dos contos estão a esperar aquilo que ela já tem.
Ela sabe, pois ela sente.
E por sentir que se enrola em mim
de tal maneira que o plural se torna singular!
E assim como a bailarina
seguimos dançando de forma una.
Tudo aquilo que um dia buscou, tem!
Assim como nos contos das fadas;
um final feliz enrolada naquele que a ama!
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Ritmado.
Um dia como outro qualquer
eu pego a colher
e vou até o tupperware
para comer.
para comer.
E ao ver você
penso na douçura do seu doce!
E não quero mais saber de colher!
Perdi a fome!
Preciso me alimentar da visão doce da sua presença!
Que é a minha crença!
Está não sai na imprensa
e por isso não ficas tensa!
Posso te devorar sem pressa! quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Cheguei aqui!
Eu tento, mas não consigo.
Busco maneiras, possibilidades
e por um breve instante acredito estar conseguindo.
A maldita gramática surge: Porém, não consigo!
Há muito tempo tento e obtenho o mesmo resultado.
O Fracasso!
Apesar de não gostar estou me acostumando a ele.
Cheguei na encruzilhada com meu nome.
Vou convicto para as profundezas.
Espero encontrar no segundo final de minha vida
não o desespero
mas sim a força e a fé que me farão voltar a querer viver.
Senão, me deixo ir.
Busco maneiras, possibilidades
e por um breve instante acredito estar conseguindo.
A maldita gramática surge: Porém, não consigo!
Há muito tempo tento e obtenho o mesmo resultado.
O Fracasso!
Apesar de não gostar estou me acostumando a ele.
Cheguei na encruzilhada com meu nome.
Vou convicto para as profundezas.
Espero encontrar no segundo final de minha vida
não o desespero
mas sim a força e a fé que me farão voltar a querer viver.
Senão, me deixo ir.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
7 palmos!
Mergulhado em meus escritos.
Tento me aproximar de ti.Nem sempre o melhor antídoto.
Chego tão perto!
Te tenho.
Onde você está?
São só letras.
Desejos.
Nada de carne e osso.
Foi apenas um sonho.
Por alguns instantes te tive
juntinho a mim!
Agora a triste realidade.
Você está longe e não vem me ver!
Fato consumado.
Se eu gritar, chorar, suplicar.
A resposta é a mesma:
- NÃO!
É a morte de um apaixonado.
É apenas mais um para ela.
Mais uma vez que ele diz que morreu!
Só que desta vez ele está indo
mas ela ainda não percebeu.
Ao som de "Preciso" e "Me ensina" - Mamelungos do Recife.
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