Eu queria escrever para pegar as gatinhas, mas é muito clichê.
Eu queria escrever para agradar você, nem sempre é possível.
Eu queria escrever para me agradar, seria mais fácil viver.
Eu queria escrever para fazer você mudar de ideia, mas não quero mudar nada em você.
Eu queria escrever para esquecer, esquecer o quê mesmo?
Eu queria escrever por você, mas você precisa aprender.
Eu queria escrever para...
Eu queria muita coisa!
O certo é que eu escrevo porque não consigo viver sem escrever.
"Se começar foi fácil, difícil vai ser parar!"*
Recife, 29/05/2013.
*"Vida rasteja" - O Rappa.
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014
sexta-feira, 21 de junho de 2013
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| In: http://escolaauroramellolubnon.blogspot.com.br/2010/08/coisa-de-crianca-entendendo-melhor-o.html |
Mas pra onde mesmo? Mas por que mesmo? Sei lá, só sei que estou aqui. Sei lá, só sei que foi assim.
Sentimento de impotência – toma Viagra pai, dirá o gaiato.
Sentimento de vazio – vai comer boy.
Revolta? Raiva? Talvez dor? – não, acho que não.
Talvez o algo estranho do “perna cansada”? – estanho sim, mas cansado não, gosto de andar.
Talvez a “adrenalina” do pedalante? – meu coração já nem sabe mais o que é pulsar forte.
Já sei, aquele sentimento gigante de pequenez do “gigante na parada” – também não brother, sempre fui pequeno.
Agora botei pra fuder, é o anacronismo sentido por ter “acordado em 69”? – eu nem dormi, então não foi isso.
Como eu não pensei nisso antes, “uma saída”! – porra, é claro que não; não busco sair.
Sabe o que é? É exatamente o que não se percebe. É o mínimo. Não o salário, afinal de contas, no capitalismo tudo é dinheiro né? E muito clichê também. É o mínimo de noção, talvez de gratidão, de empolgação e mais alguma merda que termine com ão pra ficar bonito e poder dizer que tem rima na minha poesia. Poesia? Eu não escrevo isso. Eu escrevo texto. Poesia pra mim é como se vive. E se vivêssemos assim, não estaríamos assim. É assim mesmo, E-S-T-A-R-Í-A-M-O-S; você e eu.
Pra viver surfando em poesia – você já surfou? Já se sentiu parte de algo da natureza? – é necessário parar de olhar com os olhos e passar a enxergar com o coração. Talvez o que fizeram aqueles me (ins)piraram, os das aspas.
Você enxerga o seu entorno e fica se perguntando: aonde isso vai parar? Essa galera quer o que? Olha-se no espelho e diz: eai? Qual é neguinho? Você está andando esse tempo todo pra quê? Pelo bem comum porra?, esqueceu foi? Ah é! O bem comum.
Mas se é comum, por que está tão vazio? Você está andando muito com Pitoco, está regredindo, está perguntando o óbvio. Ahhhh, é o óbvio né? É tão óbvio que eu não to vendo. Ta fumando maconha é?
Brother...
Senta aí!
Sabe qual é a parada? A parada é o seguinte...
(cri, cri, cri, cri)...
Não entendi. Não? É que você continua a olhar com os olhos e não a enxergar com o coração. Quando você chegar lá vai perceber que tudo isso aí que está fora é exatamente a ausência do que deveria haver dentro. Estamos olhando o outro como se ele fosse igual a nós.
Mas ele não é não é? Se você conversasse mais com Pitoco, saberia que não. Saberia também que todos nós temos bons motivos NOSSOS que nos fazem andar e que raramente no NOSSO há espaço para o outro.
Para ouvir, ver e sentir o outro. Está faltando poesia na vida, mas não a escrita e sim a que é vivida!
E como faz isso? Como vive assim?
Tenta - é uma possibilidade, é um norte e não o norte - colocar um pouco mais do outro dentro de você e parar, pelo menos tenta, de colocar você o tempo todo dentro do outro!
Aprende a parar de ter a NECESSIDADE de ensinar. Aprendendo a observar o outro, vamos entender que ele não somos nós, no entanto, temos conquistas comuns, sonhos comuns e dores comuns e JUNTOS podemos chegar lá.
Mas lá onde?
Se eu soubesse também não estaria vazio igual a você, estaria juntos com os monges do Tibet. O que eu sei é que enquanto houver esse vazio comum, isso será tudo o que vamos compartilhar. Fora as fotos e leseiras das redes sociais que escondem o vazio debaixo do tapete.
A merda é que eu sou muito alérgico a poeira e não compreendo muito bem os livros de poesia!
*Também em http://var.al/nelson-pires/mais/
*Também em http://var.al/nelson-pires/mais/
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Meus botões.
Cá com os meus botões
fico a pensar como seria eu eu estivesse lá com meus botões. Uma angustia me
toma e eu vou para lá com meus botões. Ao chegar lá percebo que lá não há cá,
assim como quando estava cá sentia a ausência de lá.
PAREI!
Fui pensar um pouco e nesse pouco que pensei por muito tempo pouco cheguei a grande conclusão. A mesma que já chegou D2 e O Pensador a tempos atrás.
O mundo está pirando, é verdade, mas e daí? Por que dar ênfase a isso? Por que dar mais ênfase a este vazio comum muitas vezes criados por nós? Não é melhor mudar o olhar? Olhar para tudo aquilo que representa o gesto de dar uma flor a um desconhecido quando ele joga lixo no chão. Por que não fazer isso? Confesso que dar a outra face não é mais interessante, pelo menos para a nossa geração. Gandhi, Luther King, Dalai Lama? Porra nenhuma, meu nome agora é Zé Pequeno, porra! Mas passar a juventude a observar o quanto é ruim e inquietante a nossa incompletude também não está dando certo. Não é? Se não é, pelo menos pensar a respeito ajuda né? Mudar um pouquinho pra variar. Receber um tapa e dar uma flor? Por que não?
ALEGRIA, ALEGRIA!! É quase impossível todo dia o dia todo, porém uma vez no dia é possível e por que não, justamente nesse minuto lúdico, não propaga-lo? Um mensagem a um amigo, um desenho "infantil", palavras ao vento oriundas do raciocínio lógico de uma criança de cinco anos, afinal de contas o que somos nós se não crianças que cresceram sem saciar vontades infantis? Reclamamos dos veículos midiáticos que só exibem violência humanas e naturais, no interior, na capitá, na Turquia, na Síria, nos E.U.A. e no raio que o parte, todavia, quando é a nossa hora de propagar outra coisa, o que fazemos? Sendo assim, vou continuar a nadar contra a corrente, mas não contra a corrente externa a mim, mas mim a corrente interna. Aquela que fica perplexa com a violência e com a loucura vazia que a vida está se tornando, mesmo quando estamos dormindo. Ao invés disso, vou continuar a ler histórias infantis, conversar com os Pitocos para ver a vida por outras lentes, por outros caminhos. Aqueles que estão faltando dentro de ti. Mudar principalmente o que está dentro de mim e vai para fora! É só mais um outro caminho nesses milhões que existem nesse infinito particular coletivo que é a internet!
PAREI!
Fui pensar um pouco e nesse pouco que pensei por muito tempo pouco cheguei a grande conclusão. A mesma que já chegou D2 e O Pensador a tempos atrás.
O mundo está pirando, é verdade, mas e daí? Por que dar ênfase a isso? Por que dar mais ênfase a este vazio comum muitas vezes criados por nós? Não é melhor mudar o olhar? Olhar para tudo aquilo que representa o gesto de dar uma flor a um desconhecido quando ele joga lixo no chão. Por que não fazer isso? Confesso que dar a outra face não é mais interessante, pelo menos para a nossa geração. Gandhi, Luther King, Dalai Lama? Porra nenhuma, meu nome agora é Zé Pequeno, porra! Mas passar a juventude a observar o quanto é ruim e inquietante a nossa incompletude também não está dando certo. Não é? Se não é, pelo menos pensar a respeito ajuda né? Mudar um pouquinho pra variar. Receber um tapa e dar uma flor? Por que não?
ALEGRIA, ALEGRIA!! É quase impossível todo dia o dia todo, porém uma vez no dia é possível e por que não, justamente nesse minuto lúdico, não propaga-lo? Um mensagem a um amigo, um desenho "infantil", palavras ao vento oriundas do raciocínio lógico de uma criança de cinco anos, afinal de contas o que somos nós se não crianças que cresceram sem saciar vontades infantis? Reclamamos dos veículos midiáticos que só exibem violência humanas e naturais, no interior, na capitá, na Turquia, na Síria, nos E.U.A. e no raio que o parte, todavia, quando é a nossa hora de propagar outra coisa, o que fazemos? Sendo assim, vou continuar a nadar contra a corrente, mas não contra a corrente externa a mim, mas mim a corrente interna. Aquela que fica perplexa com a violência e com a loucura vazia que a vida está se tornando, mesmo quando estamos dormindo. Ao invés disso, vou continuar a ler histórias infantis, conversar com os Pitocos para ver a vida por outras lentes, por outros caminhos. Aqueles que estão faltando dentro de ti. Mudar principalmente o que está dentro de mim e vai para fora! É só mais um outro caminho nesses milhões que existem nesse infinito particular coletivo que é a internet!
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