domingo, 19 de fevereiro de 2012

Pura Cartolagem!

Eu fiz a minha parte e se sambar faz parte
eu vou sambar, frevar, carnavalear
lá no meio do povo eu sofro
posso chorar a vontade ao som gostoso de um frevo canção e um belo sambão
pois todos dirão: esse canta com o coração.
 Não é nada disso meu irmão, choro lágrimas de dor do meu amor
e se as rosas não falam, elas simplesmente exalam o doce perfume dela
Ah ela...
O carnaval aqui está e ela longe de mim
Eis a minha sentença: Culpado por amar você e não conseguir expressar a imensidão que é
quisera eu conseguir compor um belo choro para fazer teu coração pulsar a ponto de me responder
o que me resta é tocar para a Gamboa e ficar na proa até ouvir o samba  feitiço da sereia
e pular na água e afundar sorrindo, mesmo sabendo que estou indo para o fundo do mar
me tronar tesouro dentro de um baú. 
POIS NÃO PRETENDO AMOR TE MAGOAR!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval!!

Alegria! Sorissos! Confetes e serpentinas! Sexo! Sol com chuva, chuva com sol!
Eu e você no meio de todo mundo!
Muita música pulsando e fazendo pular e soar o suor!
Tiozão, gringo, menino vestido de menina, menina que é menino, criança e até cachorro!
Todos entram na dança.
O grito que estava preso na garganta agora corre para o peito e quer de qualquer jeito sair; e sai!
E quando sai...
Cheque-mata! Não adianta ciscar minha rainha de um lado para o outro.
- Rainha, o rei vai cair na folia, e você também vai!
A fantasia de moribundo está guardada. Agora Cascão sai e diz:
- Cebolinha na chuva?
- Simbola Cascão! É canaval! Pula, sai do chão!
- Então vamô né?
- Lêlêlê! - canta o bebum, caminhando sob o ritmo da maré. De um lado para o outro, mas sem naufragar, desliza na chapa quente da avenida.
- Vamos comer? - diz o gordin.
- Que mané comer. Se se for você. - diz a gordinha.
Pronto toca a melô no walkman: Depois de nove meses você vê o resultado.
Vamô que vamô. O mundo acaba este ano e por via das dúvidas eu vou é cair na gandaia.
Afinal, nestes quatro dias de carnaval, reza a lenda que Deus disse:
- Está bem Diabo. Vou ser justo. Vou tirar umas férias, mereço né? Você está no comando. Mas olha, juízo hein mané?
- Deixa comigo chefia!
A flauta doce começa a tocar, os tambores a bater e Carlinhos Brown acorda e diz:
- Oxi mainha? O que é isso?
- Meu filho, não sei não. Mas pega a lata e vai pegar água.
Surgiu assim mais uma melô: Lata d'água na cabeçaaaaa!
E eu complemento: Ôôô durezaaa!
Foi assim, com a lata na cabeça e batucando que o homem do andar de baixo percebeu a oportunidade. O Eike Batista da época.
Agora, lascou. Ele tinha a oportunidade nas mãos e fez valer a pena.
Então vou fazer a minha valer também. Nem vou precisar carregar peso, São Pedro abriu a torneira.
Só vou pegar uns tambores e colocar o brocu da alegria na rua.
Quem vai?
Pois como diria a minha velha guarda: Vai ser absurdo!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Geografia das águas de um aquário!

Tem uma hora na vida que precisamos correr...
quando nossos sonhos começam a se mexer.

A voz suave sussurra em meus ouvidos essa força.
Ao fundo uma batidinha gostosa.
Os olhos sentem o final de mais um forte dia de verão.
Céu azul no alto, em um canto a lua cheia sobe, no outro o sol desce e colore o céu azul com vários tons de vermelho, laranja e amarelo.

A saudade de minha terra aperta a alma.
Fecho os olhos do coração e me vejo transitando sob as águas de março fechando o verão que é promessa de vida em meu coração!

Abro-os e me vejo em uma enorme linha reta de concreto.
Muita fumaça e muito barulho.
Volto a fecha-los e me transporto para a canção que toca lá no alto e diz:
Ohlinda, quero cantar aqui...

Sinto o frescor dos ventos atlânticos em minha pele.
O doce da água que está guardada na bola verde mata meu desejo mas não a sede de estar sob as águas ohlindas de março.

Abro os olhos somente para ver o céu!
Escuto em meu walkman as músicas que me fazem correr até você:
Meus sonhos!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Floristas.


Ah como sinto falta da minha juventude,
Onde tudo era vivido com plenitude.
Ao amanhecer, pegava minha mochila e a colocava nas costas e ia defender o Brasil dos...
Com o meu espírito guerrilheiro lutava contra o estrangeiro.
Nada era passageiro.
Neste momento tudo crescia: Barba, cabelo, bigode e o ego de alguns esnobes.
Toda cobrança indevida era reivindicada, até aquela da catraca.
Belas águas passadas.
Quantas brigas nas escadas do poder do Palácio da Justiça!
Injustiça me atiça.
Junto com meus companheiros caminhava mascarado com a mente em ebulição e cantando a canção: Aqui não meu irmão!
Balas de canhão davam a marcação.
E sem espírito de alienação continuávamos com a mesma intenção: Sempre em frente, sempre em frente para mudar os rumos da Nação!
Como não havia delinquentes, os dementes ficavam para trás.
No encontro com o Manda-Chuva o momento sublime.
Uma chuva de flores, o símbolo da Transformação.
Afinal, Revolução não seria caminhar para trás?
Evolução, meu caro, é para frente.
Revolução para trás.
Escolhemos o nosso!
Transformação!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

De trás para frente!

- Essa menina não fica quieta meu Deus?
- Mamãe brinca comigo!
"Levanta, você pode!" - Deus sopra em seus ouvidos, mas...
- Menina, dá um minuto de descanso a mamãe?
- Claro mamãe!

TIC-TAC, TIC-TAC, TIC-TAC, TIC-TAC...

- Pronto mamãe, já passou um minuto.  - um belo sorriso é o semblante da menina e...
- Mamãe brinca comigo!

Todos riem, mas a cena se repete. A menina com ideias, falas e práticas muito a frente do seu tempo desenrola e brinca só. Só não! Tem com ela a fértil mente. Ela nunca está só. Vai brincar de pula-pula com os quadrados que se formam no chão.

No dia seguinte...

- Mamãe, você acordou?
- Não!

TIC-TAC, TIC-TAC, TIC-TAC...

- E agora?
- Fazer o que né? Acordei!
- Mamãe brinca comigo!
- Chama teu tio.
- Beleza.

TIC-TAC, TIC-TAC...

- Mamãe você está fazendo o quê?
- Trabalhando.
- Mamãe brinca comigo!

Dia após dia a criança vê a sua mãe dividir seu tempo entre a cama e a telinha 17' de seu notebook. Maldita internet. Nos aproxima tanto dos que estão distante que nos afasta dos que estão próximo.

Hoje a bicicleta da Moranguinho está pequena demais para ela. Nunca foi usada.

TIC-TAC...

Hoje a filha chega em casa e recebe um telefonema.
- Oi!
- Oi.
- Sou eu!
- Eu sei. O que queres?
- Pode vir aqui?
- Posso. Vou tomar um banho e chego por aí em trinta minutos.

...

- Olha o que eu comprei!
Espanto e estranhamento se configuram no rosto da filha.
- Filha, brinca comigo?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Um sopro!

A fala é mansa
Não há agressividade
Os jeitos articulam toda a docilidade que se faz presente no espírito
Não há super poderes
A origem é a mesma, a nossa!

Há em sua essência algo que flui
"Vida modesta e fecunda!"
Não tem a intensão de te aprisionar, e não o faz
Te envolve rumo ao caminho do bem
E mais uma vez se faz presente o walkman!

De bloco em bloco coloca as ideias nas mentes
Dos crentes no mundo do capital
Que um pouco menos pra mim
é sempre um pouco mais para quem nada tem!

É nesse vai e vem que pulsa e repulsa o meu cérebro
A ponte que me mantém ébrio e não fico com o coração cego
Aos que tem
O mesmo semblante!

Vamos adiante!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vento Ponteiro.

Já é dezembro.
O velejador começa a respirar mais aliviado. O fim do ano está próximo.
Senti o oxigênio do litoral mais forte.
Os pássaros, as baleias e os golfinhos são seus guias. Volta pra casa.
Ele poderá enfim parar de balançar.
As águas já demostram-se cansadas.
Não tem a força de outrora para levá-lo no balançado gostoso da vida.
Faz força demasiadamente grande para cumprir a mesma tarefa iniciada há tempos atrás.
Precisam todos de uma pausa.
As águas não querem ter mais que levar ninguém de porto em porto.
Se os barcos pararem de deslizar sobre elas, ficaram mais leves e limpas para ano que vem iniciarem a mesma tarefa com alegria na alma.
O velejador quer sentir terra firme para assim gravar as pegadas na trilha que o leva para o seu amor.
Precisam fechar os olhos que ardem muito. Querem sentir o doce de outra água que rasga a terra deixando seu rastro.
Precisam de um tempo para descansar. Repousar ao lado daqueles que tanto amam!
Precisamos viver!