sábado, 28 de janeiro de 2012

Floristas.


Ah como sinto falta da minha juventude,
Onde tudo era vivido com plenitude.
Ao amanhecer, pegava minha mochila e a colocava nas costas e ia defender o Brasil dos...
Com o meu espírito guerrilheiro lutava contra o estrangeiro.
Nada era passageiro.
Neste momento tudo crescia: Barba, cabelo, bigode e o ego de alguns esnobes.
Toda cobrança indevida era reivindicada, até aquela da catraca.
Belas águas passadas.
Quantas brigas nas escadas do poder do Palácio da Justiça!
Injustiça me atiça.
Junto com meus companheiros caminhava mascarado com a mente em ebulição e cantando a canção: Aqui não meu irmão!
Balas de canhão davam a marcação.
E sem espírito de alienação continuávamos com a mesma intenção: Sempre em frente, sempre em frente para mudar os rumos da Nação!
Como não havia delinquentes, os dementes ficavam para trás.
No encontro com o Manda-Chuva o momento sublime.
Uma chuva de flores, o símbolo da Transformação.
Afinal, Revolução não seria caminhar para trás?
Evolução, meu caro, é para frente.
Revolução para trás.
Escolhemos o nosso!
Transformação!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

De trás para frente!

- Essa menina não fica quieta meu Deus?
- Mamãe brinca comigo!
"Levanta, você pode!" - Deus sopra em seus ouvidos, mas...
- Menina, dá um minuto de descanso a mamãe?
- Claro mamãe!

TIC-TAC, TIC-TAC, TIC-TAC, TIC-TAC...

- Pronto mamãe, já passou um minuto.  - um belo sorriso é o semblante da menina e...
- Mamãe brinca comigo!

Todos riem, mas a cena se repete. A menina com ideias, falas e práticas muito a frente do seu tempo desenrola e brinca só. Só não! Tem com ela a fértil mente. Ela nunca está só. Vai brincar de pula-pula com os quadrados que se formam no chão.

No dia seguinte...

- Mamãe, você acordou?
- Não!

TIC-TAC, TIC-TAC, TIC-TAC...

- E agora?
- Fazer o que né? Acordei!
- Mamãe brinca comigo!
- Chama teu tio.
- Beleza.

TIC-TAC, TIC-TAC...

- Mamãe você está fazendo o quê?
- Trabalhando.
- Mamãe brinca comigo!

Dia após dia a criança vê a sua mãe dividir seu tempo entre a cama e a telinha 17' de seu notebook. Maldita internet. Nos aproxima tanto dos que estão distante que nos afasta dos que estão próximo.

Hoje a bicicleta da Moranguinho está pequena demais para ela. Nunca foi usada.

TIC-TAC...

Hoje a filha chega em casa e recebe um telefonema.
- Oi!
- Oi.
- Sou eu!
- Eu sei. O que queres?
- Pode vir aqui?
- Posso. Vou tomar um banho e chego por aí em trinta minutos.

...

- Olha o que eu comprei!
Espanto e estranhamento se configuram no rosto da filha.
- Filha, brinca comigo?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Um sopro!

A fala é mansa
Não há agressividade
Os jeitos articulam toda a docilidade que se faz presente no espírito
Não há super poderes
A origem é a mesma, a nossa!

Há em sua essência algo que flui
"Vida modesta e fecunda!"
Não tem a intensão de te aprisionar, e não o faz
Te envolve rumo ao caminho do bem
E mais uma vez se faz presente o walkman!

De bloco em bloco coloca as ideias nas mentes
Dos crentes no mundo do capital
Que um pouco menos pra mim
é sempre um pouco mais para quem nada tem!

É nesse vai e vem que pulsa e repulsa o meu cérebro
A ponte que me mantém ébrio e não fico com o coração cego
Aos que tem
O mesmo semblante!

Vamos adiante!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vento Ponteiro.

Já é dezembro.
O velejador começa a respirar mais aliviado. O fim do ano está próximo.
Senti o oxigênio do litoral mais forte.
Os pássaros, as baleias e os golfinhos são seus guias. Volta pra casa.
Ele poderá enfim parar de balançar.
As águas já demostram-se cansadas.
Não tem a força de outrora para levá-lo no balançado gostoso da vida.
Faz força demasiadamente grande para cumprir a mesma tarefa iniciada há tempos atrás.
Precisam todos de uma pausa.
As águas não querem ter mais que levar ninguém de porto em porto.
Se os barcos pararem de deslizar sobre elas, ficaram mais leves e limpas para ano que vem iniciarem a mesma tarefa com alegria na alma.
O velejador quer sentir terra firme para assim gravar as pegadas na trilha que o leva para o seu amor.
Precisam fechar os olhos que ardem muito. Querem sentir o doce de outra água que rasga a terra deixando seu rastro.
Precisam de um tempo para descansar. Repousar ao lado daqueles que tanto amam!
Precisamos viver!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Madalena

Há pouco te conheci e gostei, rolou uma química.
Aqui minha casa é meu lar! Não vivo aflito.
Não tenho pinheiros para ver, mas faço boas viagens da minha varadinha esperta.
Que me deixa com a mente aberta nas madrugadas silenciosas e com a alma leve durante o dia calmo.
Aqui sou acordado nos finais-de-semana pelos pássaros que residem nas Mangueiras.
Durante a semana o progresso que acorda.
As bate-estacas dos prédios em construção.
Esse é o maior barulho. Há um infeliz que fica brincando com a sirene também.
Estou no meio do caos e não me sinto dentro dele.
Aqui eu e minha família encontramos a paz interna novamente.

Me tirar de casa é um suplicio.
- Mãe, não quero ir. Me deixa aqui!

sábado, 24 de dezembro de 2011

High Society, com muito respeito!

A patroa recebeu a difícil missão de ir fazer uma pauta em um restaurante da alta gastronomia, escolhido por ela, com direito a um acompanhante. Este é o neguinho aqui.
Então vamos nessa né?!

Ao chegar já ficamos ciente de como é o esquema. Dez pila para o manobrista estacionar o meu possante. Pensei:
- Ainda bem que o trabalho dela que vai pagar a conta.
Me virei para o rapaz que iria estacionar o possante e perguntei:
- Vocês tem estacionamente próprio?
-Não, respondeu ele.
Travei.No cérebro um trem apitava, no peito um desfibrilador e na boca um...
- Filho da puta rapaz. Vai me cobrar 10 conto para estacionar meu carro na rua? Isso eu faço sozinho. Na pior das hipótese pago 2 pilas ao legal.  A minha vontade era voltar para o carro e estaciona-lo eu mesmo. Mas sorri e dei um tapinha esperto nas costas do gerente que nos recebeu na porta.

Lá dentro poucas pessoas.

Com o passar do tempo foram chegando.
Mulheres muito bonitas com seus filhos adolescente e seus maridos. Estes não davam atenção as suas esposas que nos olhavam com multiplos olhares.
Ficava claro a enorme diferença de idade entre eles. As mulheres com tudo em cima já os homens... Dez anos era a menor diferença que havia. O amor é lindo não?


Não faziamos parte da high society, reconheceram isso logo de cara. Então o olhar de repreensão, nojo e indiferença. Depois a mudança. O ciume se fazia presente, pois estávamos em em clima de Lua de Mel!
Muitos sorrisos, abraços, beijinhos e comidinha na boquinha. Elas tinham... nada. Às vezes ouviam um:
- Mulher, está bom?


O saldo da noite:
Conhecemos um lugar muito legal, pois o clima do lugar é fenomenal, havia uma iluminação excelente e com um violoncelista e um pianista tocando jazz; alguns olhares curiosos, outros de repreensão, de ciúme; comemos uma entrada estranha, um prato principal muito bom e uma sobremesa.... simplesmente excelente.

O que eu tenho a dizer sobre isso:
- Feliz Natal para vocês também da High Society que se preocupam em repreender o diferente, em não olhar para aquelas que os cercam e preferem pular a cerca com outras ao invés de fazer o dever de casa!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Eu, Marley, D2 levando O Rappa.

O dia começa e a vida trilha...
"Há um momento na vida em que é preciso lutar, é quando o sonho da gente resolve um dia acordar..."

Ao final do dia...
"Tô tentando se possível zerar do começo e repetir o play"
Na vida não dá para zerar do começo e repetir o paly, só no K7.
E como a vida é cacete, caminho sob as folhas secas que caem em meu caminho.
É outono. A brisa sopra forte.
Nos prepara para o inverno que é tão frio que queima como no inferno.
O homem chega em casa a ponto de se afogar...
Retira a chave e antes mesmo desaba.
É inverno, a chuva não pára de rolar em seu rosto.
Trovejam em seu peito a tristeza do dia que teima em se fazer presente.

"Pra que terminar se é possível concertar?"
"Com vocês nós vamos até..."

É o que toca no estéreo do carro na Br-Primavera.
Esta não é a estação.
O rádio está fora de sintonia, o que fazer?

Viver simples e soprar para cima para retirar as nuvens que tumultuam as estações.

A sintonia se faz presente, é verão.
Alegria, alegria!
Para acontecer, é preciso descer pro play, acreditar e fazer!