Ah como é belo ser criança.
Que faz lambança.
Que dita a própria dança.
Que não pensa em balança
quando o assunto é ser criança!
Pobre adulto.
Que não enxerga a criança em seu culto.
Que quer tirar o seu impulso.
Que quer tirar-lhe o salvo-conduto.
Meu caro adulto,
vamos deixar a criança ser criança.
Deixá-la fazer lambança
e nessa bagunça enxergar a beleza da vida!
As muitas cores que existem quando somos simplesmente crianças!!
terça-feira, 16 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
Domingo.
Era apenas um domingo como outro qualquer.
Mas esse não era qualquer.
Era sábado. Um sábado sem ela.
Ela quem abre a janela.
Que traz para a sua janela toda a aquarela.
Que traz consigo uma passarela que vela para além mar.
Para além das nuvens.
Leva para tão longe que ele não se perde.
O leva para dentro de si.
O faz pensar nas coisas da vida.
O faz sentir as coisas da vida.
Lhe traz a tona a vida que está dentro dele.
Era sábado. Um sábado sem ela.
Ela quem abre a janela.
Que traz para a sua janela toda a aquarela.
Que traz consigo uma passarela que vela para além mar.
Para além das nuvens.
Leva para tão longe que ele não se perde.
O leva para dentro de si.
O faz pensar nas coisas da vida.
O faz sentir as coisas da vida.
Lhe traz a tona a vida que está dentro dele.
As que ela não conhece, pois as estórias
do cotidiano ela já ouviu algumas.
E justamente por ter ouvido algumas que ela o quer tão perto.
Ele a dá a
imaginação que tanto precisa em sua aquarela.
Ela tem as cores.
Ele tem a
imaginação.
Ela vive no mundo da lua.
Ele se refugia lá.
Ela vive no mundo da lua.
Ele se refugia lá.
E hoje, que não é
um dia qualquer
Espera o
dia se tornar noite para enxergar a ponte que o levará para a lua.O seu refugio!
Enquanto esse
momento não chega,
ele vai caminhar por aí sob as gotas de chuva que o permitem sonhar!
Ele vai contar para si mesmo que caminhava sob a chuva junto dela!
ele vai caminhar por aí sob as gotas de chuva que o permitem sonhar!
Ele vai contar para si mesmo que caminhava sob a chuva junto dela!
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Amor!
Como definir o indefinível?Como definir a sensação que toma todo o corpo?
Como explicar o coração pulsar mais forte quando a vê?
Como explicar o coração pulsar mais forte por não vê-la?
Sentir medo e felicidade tudo ao mesmo tempo, ao ver o outro crescer.
Ficar feliz vendo a flor desabrochar para o mundo.
Vendo a flor desabrochar para você.
Vendo a flor desabrochar por você.
Tempo. O tempo quando a gente ama de corpo e alma não importa.
Ele é variável.
Joga a favor na hora certa.
Pena que para nós, os amantes, ele é sempre muito longo.
Ele sempre sopra na direção certa.
O complicado é que às vezes não percebemos.
Pedras haverão no caminho.
Mas elas servem para quando chegarmos lá em cima termos a noção de quanto é grande o mundo.
Da beleza da vida. É o encontro do céu com o mar.
Do dia com a noite.
De você e eu!
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Um abraço no alto do morro!
Ao longo da breve vida aprendeu a rir para não
chorar.
Agora é tudo novidade. Estava tão triste que
sentia a amargura tomar conta de suas papilas gustativas. O gosto da vida era
muito amargo.
Olhava desesperado para todos pedindo ajuda. Qualquer
um servia. Mas, aprendeu tão bem a fingir, que a maioria não percebia a sua
dor. Poucos notaram, todavia, logo pensavam:
- Ele triste? Amargo? É impressão!
Aqueles raríssimos que o conheciam no íntimo
sabiam que ele estava triste, porém, como consolá-lo? Afinal, sempre saem dessa
boca, hoje amarga, as doces palavras de conforto. Os puxões de orelha visando à
melhora, a transformação. Como ajuda-lo?
Como não tinham dimensão da gravidade da situação,
voltaram a se concentrar em suas tarefas, pois em breve ele voltaria ao normal
com a amargura dando lugar a doçura. Pelo menos assim imaginavam.
Então ele foi procurar a criança. Ela iria lhe
ajudar.
Pediu-a um abraço. Ela fez o recorrente charme e
lhe deu o abraço.
A reação dela foi instantânea. Assustada, se
afastou. Sentiu as energias dele muito tristes. Atordoada o olhou para ele,
enfim alguém o enxergava.
No lugar do lindo sorriso havia o silêncio. Os olhos
vivos estavam afogados em lágrimas tristes. O neném com medo, saiu correndo e
gritando:
- Mamãe, mamãe, o tio está chorando!
Agarrou a com toda força e insistiu tanto que ela
foi vê-lo. Ao chegar lá, nada viu de anormal. Só o velho irmão forte em sua
armadura pronto para ajudar a todos.
Já o neném viu um tio que nunca vira. Havia uma
nova faceta. Não viu o palhaço. Procurou o professor, a criança brincalhona, o
adulto chato, o contador de estórias, o doceiro... Tudo em vão. Procurou até o
guerreiro com toda a sua armadura e nada.
Foi nessa momento que ela viu em um canto a armadura do guerreiro.
Foi aí que ela entendeu que naquele dia o guerreiro
se despiu das suas quinquilharias e quem ali estava era uma criança. Uma criança
mais indefesa do que ela.
Era um ser precisado de cuidado.
No seu interior ela sabia que não tinha meios para ajudá-lo.
Sabia também que não tinha condições de coloca-lo no colo e esperar suas
lágrimas secarem. Porque naquelas águas havia muita dor e o retrato dele
tatuado no coração dela não havia espaço para dor oriunda da alma dele.
O pior é que ele não sabia a origem.
Queria o remédio amargo. Que alguém o pegasse a
força, o colocasse no colo e em silêncio fizesse aquela dor amarga ir embora. Que
o fizesse adormecer para quando despertar se ver no colo de alguém sendo
ninado, só para variar.
Tudo o que ele queria era um pouco de carinho.
Tudo o que ele queria era que parecem de olha-lo
para enxerga-lo.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
O dia em que o menino chorou.
O dia em que o menino pranteou o sino logo cedo não vibrou.
O menino se atrasou e se cansou.
Na garganta o nó chegou.
As lágrimas ele segurou.
Nos ouvidos a boa música ousou.
Mas, a tristeza não o deixou.
Durante todo o dia apenas vagou.
Uma hora se cansou e abancou.
No banco bocejou.
O coração esbravejou.
- Anda! Levanta!
Fingiu que não escutou e se levantou.
Pelas ruas andou, mas não cantarolou.
Todo o seu esplendor não despontou.
Em plena Primavera o Inverno apontou.
Enfim seu coração esvaziou.
Todavia, ele não aliviou.
Tudo o que ele queria, não chegou.
Tudo o que ele queria era sair do redemoinho.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Voltei Recife.
Voltei Recife, mas não foi a saudade que me trouxe pelo braço e sim a obrigação. Voltei cantando sim, sou revel e confesso, todavia, não pela felicidade por estar voltando, mas sim de com quem voltava e da que maneira estávamos
.
- Breves momentos de simples felicidade!
Certa vez ouvi para não propagar muito a felicidade porque a inveja tem o sono leve. Não é que é verdade!
Na chegada ao Recife, percebi meu coração mais feliz , como a muito tempo não estava. Alma leve. Cor mais viva. Andando tão leve pelas ruas que flutuava. Era fácil perceber.
Certo dia ele parou na faixa. Estava mais feliz ainda. Tinha um presente em suas mãos. Um anel, mas não era um anel qualquer, era um anel de vidro!
Eis que o sinal fechou. Assim como uma criança, atravessou a rua. A inveja que dirigia um potente carro o viu e não resistiu. Avançou o sinal e passou por cima dele. Atordoado e ferido ele se levantou. Sua cor era a de "burro quando foge". Era o medo. Quando a adrenalina foi passando sua cor voltou ao normal.
Vermelho vivo.
- Foi só um susto gente.
- Eu anotei a placa. Tome?
- Quero não. Obrigado. - após pronunciar essas palavras, voltou a andar.
Quando abriu a mão viu alguns pequenos arranhões nela e o anel intacto. Seu objetivo foi alcançado. Proteger o anel.
A inveja estava revoltada. Fez a volta e ficou a espreitar o jovem coração. Quanto mais olhava, mais via que nada de ruim havia lhe acontecido. Acelerou o carro e o viu no outro quarteirão.
- Foi só um susto pessoal. Estou bem.
Este fato se repetiu todos os dias durante mais de um mês.
Hoje encontrei com o meu coração novamente na faixa. Um pouco cansado da correria que se tornou a vida em Recife, mas ainda lindo.
Conversamos e ele atravessou na faixa ao ver o sinal aberto para ele. Vi a inveja vindo em alta velocidade. Não tive dúvidas, corri para ajuda-lo. Só então percebi qual realmente era o objetivo dela: Nós acertar em cheio, juntos.

Atropelou o corpo, a alma e o coração.
Essa batida foi forte demais para o coração. O vi perder a cor viva por uma mais fraca.
- Ele está morrendo! Socorro!
Gritar era em vão. Ele me puxou pelo pescoço, me mostrou o anel muito arranhado e disse:
- Desculpa. Não consegui protege-los. É tarefa dos dois! Tentem!
.
- Breves momentos de simples felicidade!
Certa vez ouvi para não propagar muito a felicidade porque a inveja tem o sono leve. Não é que é verdade!
Na chegada ao Recife, percebi meu coração mais feliz , como a muito tempo não estava. Alma leve. Cor mais viva. Andando tão leve pelas ruas que flutuava. Era fácil perceber.
Certo dia ele parou na faixa. Estava mais feliz ainda. Tinha um presente em suas mãos. Um anel, mas não era um anel qualquer, era um anel de vidro!
Eis que o sinal fechou. Assim como uma criança, atravessou a rua. A inveja que dirigia um potente carro o viu e não resistiu. Avançou o sinal e passou por cima dele. Atordoado e ferido ele se levantou. Sua cor era a de "burro quando foge". Era o medo. Quando a adrenalina foi passando sua cor voltou ao normal.
Vermelho vivo.
- Foi só um susto gente.
- Eu anotei a placa. Tome?
- Quero não. Obrigado. - após pronunciar essas palavras, voltou a andar.
Quando abriu a mão viu alguns pequenos arranhões nela e o anel intacto. Seu objetivo foi alcançado. Proteger o anel.
A inveja estava revoltada. Fez a volta e ficou a espreitar o jovem coração. Quanto mais olhava, mais via que nada de ruim havia lhe acontecido. Acelerou o carro e o viu no outro quarteirão.
- Foi só um susto pessoal. Estou bem.
Este fato se repetiu todos os dias durante mais de um mês.
Hoje encontrei com o meu coração novamente na faixa. Um pouco cansado da correria que se tornou a vida em Recife, mas ainda lindo.
Conversamos e ele atravessou na faixa ao ver o sinal aberto para ele. Vi a inveja vindo em alta velocidade. Não tive dúvidas, corri para ajuda-lo. Só então percebi qual realmente era o objetivo dela: Nós acertar em cheio, juntos.

Atropelou o corpo, a alma e o coração.
Essa batida foi forte demais para o coração. O vi perder a cor viva por uma mais fraca.
- Ele está morrendo! Socorro!
Gritar era em vão. Ele me puxou pelo pescoço, me mostrou o anel muito arranhado e disse:
- Desculpa. Não consegui protege-los. É tarefa dos dois! Tentem!
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Algo diferente!
Pobre, preto, marginalizado, mas com a fé, alegria, força e disposição no coração!
http://www.youtube.com/watch?v=ysfm_adxRrI
http://www.youtube.com/watch?v=ysfm_adxRrI
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