O que você quer ouvir?
Dias bonitos de sol, em um lugar bonito.
Paz interior. Todos os que ama ao seu redor.
Boa música e comida!
O verdadeiro sonho em que tinha quando era criança.
Sonho de criança em vida de adulto.
Sonho este que outro adulto lhe faz questão de tirar.
Sonho este que outro adulto faz questão de dar fim.
Sonho este que outro adulto faz questão de não dar continuidade quando você, criança, PRECISA!
domingo, 22 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Clamor!
Ah poeta me ajuda! Afasta de mim este cálice! Cala minha boca. Abre meu coração! Não me afasta de mim! Me trás de volta pra vida. Não me diz adeus! Me junta aos teus! Me faz sublimar! Mas, me perdoa se eu não resistir e chorar! É que ainda dói, na realidade para sempre vai doer e já não sei mais a quem recorrer. Não sei o que fazer para amanhecer! Para não mais sofrer, pior é fazer sofrer! Olho pra você e o que dizer? O que fazer? Correr? Que rota seguir? Que escolha fazer? Posso ir para depois do fim do universo mas... e o seu olhar? Me diz tanto! Te quero tanto! Tenho tanto a dizer! Ah poeta, afasta de mim este cálice. Me ajuda! Me cobre, faz frio! Me tira da rota e me coloca na rota incerta da vida. Quem sabe nesta eu me acerto e encontro a força e a coragem dos Samurais e atravesso esse negócio que me deixa incerto. Pois "Eu não quero ficar sem você esta noite/ Eu só quero que você saiba quem sou eu!" E acordar e recomeçar a cada novo amanhecer!
Perdoa!
Às vezes não conseguimos enxergar o que em nossa frente está.
Queremos tanto uma magia!
Queremos tanto alguém para nos semear
que não esperamos anoitecer para ver!
Tudo de bom aparecer.
É na escuridão que também podemos deixar nossos corações flutuarem.
Do cru ao o sublime!
Perdoa não conseguir ver toda a sua beleza.
Perdoa não conseguir ver toda a sua beleza todos dos dias do ano.
Perdoa não conseguir ver toda a sua beleza em todas as horas.
Perdoa!
Queremos tanto uma magia!
Queremos tanto alguém para nos semear
que não esperamos anoitecer para ver!
Tudo de bom aparecer.
É na escuridão que também podemos deixar nossos corações flutuarem.
Do cru ao o sublime!
Perdoa não conseguir ver toda a sua beleza.
Perdoa não conseguir ver toda a sua beleza todos dos dias do ano.
Perdoa não conseguir ver toda a sua beleza em todas as horas.
Perdoa!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Prendendo ao mesmo jugo.
O que faço com você meu caro querer?
Não quero mais querer.
Tampouco poder!
Não quero você.
Quero poder quer o teu oposto.
O teu verso que caminhas pelo outro lado do universo.
Por você, não peço.
Só me despeço.
Até mais minha querida!
Não quero mais querer.
Tampouco poder!
Não quero você.
Quero poder quer o teu oposto.
O teu verso que caminhas pelo outro lado do universo.
Por você, não peço.
Só me despeço.
Até mais minha querida!
sábado, 31 de março de 2012
sábado, 24 de março de 2012
Allahur Akbar!
De mochila nas costas, lá vem ele.
Algumas bolinhas coloridas nas mãos, nas costas outros bastões.
Chegou cedo para ver o entardecer.
Sentir a leveza da vida que só há em breves instantes.
Já é tarde.
Lá vem ele.
Com o mesmo sorriso de todos os dias, de todas as noites de sexta e sábado.
É hora de trabalhar. Os bastões balançar. As bolinhas jogar!
Malabarar!
De tostão em tostão, de sorriso em sorriso, vai montando o prato de comida da noite.
Cada moedinha de 1 cents, sente mais um grão de comida no prato.
A malandragem se chega, afinal, alegria é de graça!
Pega o seu somzinho na mochila e desenrola a playlist.
Os doideiras endoidam!
-A malandragem é essa! Fazer amizade pai!
A malandrinho de tostão em tostão corre atrás com o malabar para a barriga não mais roncar.
Onomatopeia!
Uma careta, uma das tantas em seu repertório se faz presente!
O doideira da escaleta chegou.
Ele enlouquece. Quer tocar aquilo, que ele nem sabe o que é, quando crescer. Quer não, ele vai!
As menininhas conversam sempre com ele.
- Saí dessa vida menino.
- Moça, não é uma escolha!
Outra onomatopeia!
- Toma uma cerva a menos hoje e me dá a grana?
- Pra quê?
- Pra comprar aquilo que o cara está tocando ali.
A lágrima rolou, o cachimbo caiu, o copo virou. O coração explodiu!
- Obrigado tia, Allahur Akbar!
E lá se foi ele. Dançando conforme a música, mas sem deixar de sorrir, cantar e sonhar!
Algumas bolinhas coloridas nas mãos, nas costas outros bastões.
Chegou cedo para ver o entardecer.
Sentir a leveza da vida que só há em breves instantes.
Já é tarde.
Lá vem ele.
Com o mesmo sorriso de todos os dias, de todas as noites de sexta e sábado.
É hora de trabalhar. Os bastões balançar. As bolinhas jogar!
Malabarar!
De tostão em tostão, de sorriso em sorriso, vai montando o prato de comida da noite.
Cada moedinha de 1 cents, sente mais um grão de comida no prato.
A malandragem se chega, afinal, alegria é de graça!
Pega o seu somzinho na mochila e desenrola a playlist.
Os doideiras endoidam!
-A malandragem é essa! Fazer amizade pai!
A malandrinho de tostão em tostão corre atrás com o malabar para a barriga não mais roncar.
Onomatopeia!
Uma careta, uma das tantas em seu repertório se faz presente!
O doideira da escaleta chegou.
Ele enlouquece. Quer tocar aquilo, que ele nem sabe o que é, quando crescer. Quer não, ele vai!
As menininhas conversam sempre com ele.
- Saí dessa vida menino.
- Moça, não é uma escolha!
Outra onomatopeia!
- Toma uma cerva a menos hoje e me dá a grana?
- Pra quê?
- Pra comprar aquilo que o cara está tocando ali.
A lágrima rolou, o cachimbo caiu, o copo virou. O coração explodiu!
- Obrigado tia, Allahur Akbar!
E lá se foi ele. Dançando conforme a música, mas sem deixar de sorrir, cantar e sonhar!
sexta-feira, 9 de março de 2012
Sexta-Feira!
Em um piscar de olhos o lutador se vê no chão! No outro piscar se encontra na UTI. Imóvel. Estava em coma, mas não sabiam que podia ver e ouvir tudo.
A memória se fazia presente.
- Vamos guerreiro, você sai dessa. - dizia seu treinador.
- Papai acorda, hoje é dia de sorvete.
Neste instante a lágrima desliza suavemente em sua face diante te tal pedido. Eis alí mais uma cicatriz.
Havia saído como todo santo dia, mas aquele dia não era santo.
As mazelas da semana que o maltrataram no ringue começavam a sugar-lhe as forças de tal maneira que no último dia útil da semana não queria mais levantar. Foi neste momento que a razão resgatou-lhe na memória a frase: Força, você não é assim, é um campeão, já foi mais difícil lembra?
Tomou banho, colocou a vestimenta que lhe fez voltar no tempo. Agora sim, estava de volta as origens. Camisa do Flamengo, calça jeans, tenis de SK8, e no walkman Racionais, Black Alien, Criolo, Sabotagem...
Agora sim, a força está comigo.
Vai caminhando com o corpo fechado para se manter mais um dia. A doçura da vida se perdeu, justo aos 45 do segundo tempo. Tenso. Mas, o jogo só acaba quando o juíz apita e ele ainda não apitou, tampouco soou o gongo.
Uma buzina trouxe a memória novamente para frente no tempo.
Estava ele no intervalo da luta. Todo quebrado. A vida, companheira diária nos treinos, naquela semana estava o massacrando sem piedade. O rosto do coração não existia mais. Estava deitado na maca. Seu treinador dizia: Vamos guerreiro, você sai dessa!
Foi quando sua filha entrou no vestiário e vendo seu pai e tal estado disse: Papai, ganha logo, hoje é dia de sorvete lá em casa. É geladinho, vai curar os dodóis.
Este não voltou. Quem voltará foi outra pessoa. A furia se fazia presente em seus olhos. O sangue se mistura com a água de seu corpo. No final, após vencer correu para os braços da pequena. Vermelho sim, mas não sangrando, nem com raiva. Estava vermelho de amor pela sua pequena.
No dia seguinte, colocaram seus óculos escuros (para não aparecer os dodóis do papai e para ela se parecer com o mesmo), ela subiu no pescoço do pai, este pegou o seu SK8 e foram passear pela praia. Sentir o fresco vento oriundo do marzão. O ventinho aumenta mais quando ela começa a gritar: Mais rápido papai, mais rápido!
Depois, aquele caida no mar, um sorvetinho e pra casa correndo ainda mais sobre a prachinha que desliza no asfalto quente.
Soa o gongo, apita o juíz.
FIM!
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