quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ao pé do ouvido.

Sonhar!
Deitar a cabeça e se deixar levar!
Pensar em nada!
Sentir a vida diminuir o ritmo.
Passar do frenético para o atempotal.
A areia da ampulheta some!
A fome que tenho em mim me devora.
Sentado vendo as paisagens
Sonho no dia em que nelas não haverão
As puras cores.
Só a bela mescla de um dia de Sol
De um dia de Chuva 
Em meu caminhar!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Feito sob medida.

Tem algumas coisas na vida
Que tem uma forma padrão:
Número 40,
Tamanho P.

Outras não.
Levamos a um profissional qualificado 
Para adaptar o objeto.

Com o amor...
Não tem tamanho.
Não tem profissional qualificado para adaptar.
Não é um objeto!
- Como faz? 
Pergunta o que nunca amou.
- Não faz! É!
Responde o amante.

domingo, 29 de maio de 2011

Desabafo.

Não sou D2 mas queria desabafar.
Não é rimando.
Não é cantando.
É escrevendo.

Felicidade.
Que raio é isso?
Tem no dicionário,
Mas é tão subjetivo...

Na minha Terra queria saber
Por que o homem não fica mais feliz vendo seu semelhante feliz?
E por que tem que acabar com a felicidade alheia para ficar feliz?
Não percebe que essa felicidade é passageira?
Não é melhor deixar o outro feliz e se contagiar com isso?

Sei lá,
Assim como D2 eu devo estar viajando.
Ultimamente é o que mais faço.
Viajar em um mundo melhor.
E começar a praticar o meu mundo melhor!

Avesso ao cinza.

Ficar longe de ti.
Te ver triste.
Não te sentir.
Não ver a menina ser!
Não vê-la florescer.
Te ver crescer.
Fechar me a ti.
Não te amar! - impossível!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Dois atos.

Laço.
Seu discurso.
Sua boca,
Seus beijos!

Reinvenções eternas!
Estar com você!

Um ponto.
Amar você!

Reticências...
Você!

Exclamação!
Seu abraço!

Interrogação?
Tenho muitas!


Agramatical!
Nós juntos!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Desassossegado!

INÍCIO

Eu queria conseguir acabar com a minha aflição.
Uma oração,
Um passeio,
Um beijo,
Um abraço,
Um colo,
Uma conversa,
Uma música,
VOCÊ...

Gostaria de encontrar o antídoto, um remédio,
Um contraveneno para matar o veneno que me corrói.

E o que me envenena a alma?
Eu não sei a resposta!
Sei que esta dentro de mim,
Todavia, não sei de onde vem!

MEIO

Sinto que ele caminha dentro de mim todos os dias
E quando chega no coração
Por alguns instantes a alegria de viver não existe.
Me afogo dentro de minha tristeza que nem sei ao mesmo porque estou.
Só sei que estou.

O ruim é que a levo por dentro
E para conseguir reunir forças para expulsa-la do coração
Vai demorar!
Esta sendo assim!

Quando conseguir
Voltarei a sorrir!
Enquanto não,
Sigo caminhando,
Apenas caminhando.
Batendo de porta em porta
Em todas as farmácias e drogarias que encontro no caminho.
Na dose ilusão da cura rápida.
Que a cada dia que passa,
Sinto que não existe.

FIM.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O fantasma que revela almas

A procurar, pouco se move.

Quando o faz é agil.

Tanto que some.

Quando enfim o vejo,

Está imóvel.

Se confunde com uma estátua.

Não respira!

Eis a luz.

O barulho

E o leve movimento

Para olhar a telinha.

Pronto! Esta boa!

Some novamente.

Agora esta procurando o próximo ângulo.

Vai sumir em breve.